BOMBOS A RUFAR NA FESTA DO PINHEIRO EM GUIMARÃES

A tradição manda que neste dia todos saiam à rua com o bombo e de forma espontânea façam a festa até não se poder pelas ruas do centro histórico de Guimarães.
Este é a primeira e a mais participada iniciativa das seculares festas Nicolinas na cidade berço de Portugal e que junta milhares de pessoas no tradicional cortejo do “Pinheiro” com um estrondoso coro de bombos sempre a rufar.
As raízes deste cortejo, remontam aos inícios do século XIX e o seu modelo mantém-se na essência, inalterado: o “Pinheiro” segue enfeitado com lanternas e um festão com as cores escolásticas (verde e branco), pousado em carros puxados por juntas de bois, levando à sua frente uma representação da figura da deusa Minerva, deusa da sabedoria (que na realidade é desempenhada por um homem travestido com um traje de soldado romano).
O cortejo é liderado pela figura máxima deste dia, um membro da Comissão de Festas, o Chefe de Bombos. É ele quem conduz e lidera todo o cortejo do “Pinheiro”, e atrás de si e da sua “boneca” – que usa para marcar o ritmo dos bombos – seguem os estudantes, novos e velhos, rufando nas caixas o toque do Pinheiro e batendo forte nos bombos ao ritmo marcado pelo Chefe de Bombos.
O “Pinheiro” encerra igualmente uma simbologia que se prende com o facto de ser tradicionalmente conduzido apenas pelos homens da cidade. O “Pinheiro” é, neste sentido, a representação simbólica e figurativa da órgão sexual masculino (daí o facto de se escolher, por tradição, “o mais alto pinheiro da região”), que é ostentado orgulhosamente pelos homens da cidade, numa manifestação de masculinidade durante o cortejo que se mantém inalterada nos comportamentos dos participantes até aos nossos dias.
O cortejo arranca sempre à meia-noite (0.00h), saindo como antigamente do Terreiro do Cano ao lado do Campo de S.Mamede (parte alta da cidade), passando depois pelo Castelo de Guimarães, vindo depois a terminar no Largo de S.Gualter, ao lado da Igreja de Santos Passos, num local agora definitivo, onde tem uma placa evocativa.
A Tâmega TV acompanhou esta tradição e o desfile do “Pinheiro” que juntou milhares de pessoas.

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Carlos Moura

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