Comboio pode pôr Felgueiras a 51 minutos do Porto

Estudo sobre a criação da Linha do Vale do Sousa fala em investimento de 181 milhões e 7,2 milhões de passageiros.

A criação da linha ferroviária do Vale do Sousa, que pretende ligar Felgueiras a Valongo, permitiria aos habitantes de Felgueiras chegar ao Porto em 51 minutos e aos de Lousada e Paços de Ferreira chegar ao mesmo destino, em muitos casos local de trabalho, em 43 e 35 minutos, respetivamente. Esta nova ligação permitirá ganhos de tempo e diminuição dos congestionamentos de trânsito, conclui um novo estudo sobre o projeto, pedido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa. O mesmo documento antecipa 7,2 milhões de passageiros anuais.

Os autarcas dos concelhos de Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Valongo têm vindo a reivindicar esta obra junto do Governo, frisando a sua importância em termos de coesão e desenvolvimento económico do território. O estudo técnico está já previsto no Plano Nacional de Investimentos 2020/2030.

Só na ligação Felgueiras-Valongo, de aproximadamente 36 quilómetros, o investimento estimado é de 181 milhões de euros, a que acrescem 27 milhões de euros em material circulante. Mas o relatório, já remetido ao Governo, defende ainda a reativação da Linha do Tâmega até Amarante e o reforço do serviço regional na Linha do Douro até à Régua, sendo que “o reforço do serviço ferroviário na CIM do Tâmega e Sousa depende da quadruplicação prevista para o troço Contumil – Ermesinde”.

A obra, antevê o estudo, teria grande impacto, em termos de coesão, competitividade, mobilidade e também na fixação de população, num território que apresenta “uma vitalidade económica elevada”, com fortes clusters do calçado, vestuário e mobiliário.

Importância estratégica

Apesar disso, Felgueiras e Paços de Ferreira (a par de Viseu) estão entre os três maiores municípios em Portugal continental sem serviço ferroviário de passageiros. “Estes dois concelhos geram um número de empregos superior à população residente empregada, originando dificuldades na contratação de mão de obra qualificada, esgotando os quadros técnicos da região. A disponibilização de uma infraestrutura ferroviária apresenta um relevante potencial na mitigação desta problemática”, conclui o estudo.

Esta nova linha é de “importância estratégica para o país”, é “a prioridade das prioridades para o Tâmega e Sousa” e vai trazer riqueza ao território, defende Telmo Pinto. Segundo o primeiro secretário da CIM, o estudo tem fundamentação que “demonstra a viabilidade económica” do projeto e os custos envolvidos.

Estações previstas

A linha liga à Linha do Douro, em Valongo, tendo como paragens previstas Gandra, Lordelo, Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada e Felgueiras.

Receita supera custos

Os custos anuais de exploração e manutenção da Linha do Vale do Sousa rondam os 5,2 milhões de euros e a receita estimada é de nove milhões de euros, com “um balanço positivo”. Há ainda ganhos a nível de poluição, ruído e redução de acidentes, entre outros.

Ligação Felgueiras-Amarante

Além da reativação da Linha do Tâmega, a região defende, numa segunda fase de investimento, a criação de um anel ferroviário que liga Felgueiras à Lixa e a Amarante, chegando ao hospital.

Carlos Moura

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