Câmara socialista pede ao PSD que resista à tentação de politizar as obras na Av. Prof. Carlos Mota Pinto

Câmara socialista pede ao PSD que resista à tentação de politizar as obras na Av. Carlos Mota Pinto

 

O executivo socialista na câmara municipal do Marco de Canaveses pediu ao PSD, principal partido na oposição, para que “não ceda à tentação” de politizar o processo de conduzirá às obras de regeneração da Av. Prof. Carlos Mota Pinto e Largo António Queiroz Montenegro.

A empreitada de regeneração urbana, prevê nomeadamente a redução dos lugares de estacionamento ao ar livre, está a ser contestada pelos comerciantes e moradores ameaçando a câmara com processo judicial por eventuais prejuízos. O momento para realizar a obra, pós-confinamento da pandemia, é também contestado pelos comerciantes.

O assunto voltou à baila na Assembleia Municipal pela mão do deputado Luís Vales (PSD), primeiro “a lamentar” que a reunião da AM tivesse sido “vedada à participação do público” e depois fez eco da ameaça de processo judicial dizendo-se “profundamente preocupado pelas repercussões das obras” na Av. Prof. Carlos Mota Pinto e Largo António Queiroz Montenegro. “A câmara recuperou o projeto do anterior executivo que reduzia drasticamente o estacionamento e avançou agora com a compra de um parque de estacionamento numa cave de um edifício que dificulta a mobilidade das pessoas”, enquadrou Vales.

Na resposta, o vice-presidente da autarquia e detentor do pelouro das obras publicas, Mário Bruno Magalhães (PS), pediu ao PSD para que “resista à tentação de apadrinhar um movimento contra a obra”.

O responsável garantiu que o projeto “foi revisto” tendo em conta as observações feitas pelos comerciantes nas três sessões publicas realizadas de apresentação do projeto. “Eu não posso ir à UE buscar 85% de financiamento a fundo perdido e depois fazer as obras à minha vontade. Há regras como a redução de tráfego, zonas pedonais, redução de ruído, eficiência energética, etc., que temos de cumprir”, justificou.

A obra, já adjudicada por 882,5 mil de euros “é para avançar” logo após o visto do Tribunal de Contas. O prazo de execução é de oito meses.

Projeto contestado por comerciantes e moradores

Segundo o projeto de obra, o perfil da avenida é redefinido para uma dupla faixa de rodagem sem o atual separador ajardinado. Nas laterais nascem amplos passeios subtraindo lugares ao estacionamento automóvel. Para compensar a redução do aparcamento, a câmara adquiriu na vizinha quinta do Casal, um parque de estacionamento a um privado por 300 mil euros que numa primeira fase será de uso gratuito.  Os comerciantes dizem que o parque não serve. “Localiza-se numa cave de um prédio longe do comércio, junto ao Centro de Saúde, que vai obrigar os clientes a fazer um percurso a pé muito difícil na zona mais ingreme da cidade, “nada convidativa a andar a pé”, ressalva Laura Marinho, funcionária da Casa Meada.

O projeto prevê igualmente que o acesso automóvel à avenida Manuel Pereira Soares far-se-á pelo arruamento que limita o largo António Queiroz Montenegro a sudoeste que passará a ter os dois sentidos de circulação, eliminando-se a circulação no ramo norte onde se situa a restauração.

Para o largo António Queiroz Montenegro, o projeto aponta para uma “redefinição do sentido de ocupação” reduzindo por lado o estacionamento e, por outro, irá dotar o espaço com plataformas que poderão ser usadas pela restauração para aí instalarem esplanadas.

Os comerciantes até apoiam uma intervenção na zona, “mas diferente”. Alegam que a pretensão camarária vai trazer problemas de fluidez de trânsito e irá roubar-lhes lugares de estacionamento.

Assim, reclamam a manutenção das atuais faixas de rodagem, a existência de lugares suficientes para cargas e descargas, existência de parques alternativos de estacionamento de maior duração com condições favoráveis aos moradores e fiscalização eficiente do estacionamento pago que deverá ser de curta duração.

 

 

 

 

 

 

 

António Orlando

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