Ministra lança primeira pedra da obra de requalificação de Mosteiro e anuncia que a Cultura será considerada no PRES  

Graça Fonseca, ministra da Cultura, foi a Baião e dar simbolicamente luz verde ao arranque da terceira fase das obras de conservação e restauro do Complexo Arquitetónico do Mosteiro de Santo André de Ancede. Nesta fase serão investidos 1 milhão e 666 mil euros, comparticipados por fundos comunitários.

A obra de requalificação do velho mosteiro (há 900 anos que é conhecida a sua existência) segue o projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira que pretende dar mais um passo na estratégia que o município diz ter para o território: estabelecer “um mix” entre a gastronomia, a paisagem e o património.

O presidente do município, Paulo Pereira, explicou que esta estratégia se enquadra “num outro projeto” que é “a certificação de Baião como destino turístico sustentável reconhecido por instituições como as Nações Unidas”. Esta distinção à qual Baião se candidatou foi, até agora, atribuída a apenas 13 regiões no mundo. Os Açores é a única região portuguesa certificada pela Earthcheck (grupo consultivo internacional de turismo).

A ministra da Cultura ao “prever para os próximos anos um grande investimento” no setor fruto do Programa de Relançamento Económico e Social (PRES), deu o tom à música que os ouvidos de autarcas, agentes do Turismo Porto Norte de Portugal e Rota do Românico – presentes na cerimónia – queriam ouvir. “Será a primeira vez que a Cultura terá um programa autónomo e no qual a reabilitação e a dinamização do Património Cultural e Natural é um dos eixos centrais”. Desafiada a revelar o plano que já terá na cabeça, Graça Fonseca disse não ser o momento certo. “Aguardemos por esse momento”, rematou.

Obras durante 15 meses

Na empreitada da 3ª fase do Mosteiro de Ancede que agora arrancou, serão reabilitados os espaços que se encontravam em ruína. O projeto consiste na reabilitação de quatro áreas do mosteiro: os Claustros, a Ala Poente, a Ala Nascente e a Ala Sul. “A principal dificuldade técnica foi ao nível do desenho [levantamento arquitetónico] colocar os pavimentos e as estruturas de pavimento que se apresentam na obra”, explicou José Luís Carvalho Gomes, do Gabinete de Arquitetura Álvaro Siza Vieira. Para além da intervenção estrutural, serão criados equipamentos culturais, nomeadamente, um auditório e espaços de exposições permanentes e temporárias.

A requalificação do espaço incidirá de modo mais marcado no piso um, que verá aparecer duas salas expositivas ou um auditório multifunções. Para o piso térreo e do armazém, o programa de arquitetura prevê o conceito de “ruína consolidada”, permitindo o conhecimento e o contacto com espaços seculares.

Serão ainda feitos arranjos exteriores, prevendo-se uma ligação entre a ala sul e o muro da cerca, feita em calçada à portuguesa, que unirá uma porta no muro nascente e outra no muro da plataforma da ala poente. Esta plataforma terá pavimento em saibro, tal como o claustro e a plataforma nascente.

Graça Fonseca mostrou-se convicta de que a intervenção neste mosteiro contribuirá para a projeção nacional e internacional do concelho de Baião.

A responsável ministerial observou que através do investimento no mosteiro de Santo André será possível aprofundar a atratividade turística do concelho de Baião, o que trará benefícios para o desenvolvimento e a coesão social do concelho. “Este é um projeto que combina inovação e preservação das memórias vivas do tempo, mas que se perspetiva para o futuro”.

António Orlando

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