“Celoricense” Marcelo Rebelo de Sousa confirmou recandidatura à Presidência da República

O atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua recandidatura ao cargo que ocupa nas eleições de 24 de janeiro de 2021. A comunicação decorreu na pastelaria Versailles, em Belém, Lisboa. O caráter tardio do anúncio foi justificado pelo candidato dada a vontade de publicar as leis eleitorais, convocar as eleições e tomar decisões quanto à pandemia “enquanto presidente e não enquanto candidato”.

Dos três pontos que quis enunciar, o primeiro confirmou o que já era esperado: “sou candidato à presidência da República”.

Seguiu-se a justificação para a recandidatura. “Porque temos uma pandemia a enfrentar. Porque temos uma crise económica e social para vencer. Porque temos uma oportunidade única de, para além de vencer a crise, mudar para melhor Portugal, na economia, mas sobretudo, no nosso dia a dia, reforçando a nossa coesão social e territorial”, continuou Marcelo.

Seguiu-se “a segunda palavra” do candidato, dada para “agradecer a compreensão e o apoio manifestados desde 2016” aos portugueses.

Por fim, dando uso à “terceira palavra”, Marcelo quis assegurar “que quem avança para esta eleição é exatamente o mesmo que avançou há cinco anos”.  “Assumidamente republicano e, por isso, avesso a nepotismos, clientelismos e corrupções. Determinadamente social-democrata e, por isso, defensor da democracia e da liberdade. Toda ela, a pessoal, a política, a económica, a social e a cultural”, disse o candidato.

Ao invés, Marcelo rejeitou a “democracia iliberal, que não é democrática”, assim como a “liberdade que não o é plenamente, por ser vivida na pobreza, na ignorância ou na dependência”.

O caráter tardio do anúncio, referiu Marcelo, deu-se por três motivos. “Anuncio-vos isto só hoje porque quis promulgar as regras eleitorais antes de convocar a eleição e porque quis convocar a eleição como presidente antes de avançar como cidadão. E ainda, e sobretudo, porque, perante o agravamento da pandemia no outono, quis tomar decisões essenciais sobre a declaração do segundo estado de emergência, as suas renovações e a sua projeção até janeiro em tempos tão sensíveis como o Natal e o fim do ano, como presidente e não como candidato”, explicou.

No dia 24 de novembro, o Presidente da República marcou as eleições presidenciais para 24 de janeiro de 2021.

Carlos Moura

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