CDS/Marco retira confiança política a vereador que havia passado a independente. Visado fala em originalidade

A Comissão Política concelhia do CDS Marco de Canaveses anunciou, em comunicado enviado às redações, que retirou a confiança política a Alcino Vieira, o vereador eleito nas listas do partido que dias antes por sua iniciativa tinha passado à condição de independente. 

O Vereador fala em “uma originalidade retirar a confiança política a alguém que já não representa o partido. Quanto a todo o resto são fait-divers que não quero alimentar”, reagiu Alcino Vieira ao TâmegaTV. 

Carlos Pinheiro, Presidente CDS/Marco e Alcino Vieira, vereador

A passagem à condição de vereador independente foi comunicada por Alcino Vieira ao Executivo Municipal na reunião de câmara realizada no passado dia 22 de janeiro. O CDS alega que Alcino Viera tomou a decisão “sem dar conhecimento” aos órgãos do partido, “nem tão pouco aos colegas da lista” centrista que foi a votos nas eleições autárquicas de 2017. Nessas eleições o CDS elegeu apenas um vereador, no caso, Paulo Teixeira que pouco tempo depois renunciou ao mandato. Foi Alcino Vieira, nº2 da lista, quem assumiu a vereação. 

Agora, a meses do final do mandato, apesar de Alcino Vieira se ter desvinculado do CDS, o vereador não renunciou ao cargo. Deste modo o partido que governou a câmara do Marco de Canaveses durante 22 anos deixou de ter representatividade no Executivo Municipal.  

O CDS acusa Alcino Vieira de “aproveitamento político do partido para o exercício de funções autárquicas locais”, razão pela qual a concelhia do CDS, justifica a “retirada de imediato da confiança política” a Alcino Vieira, “enquanto elemento integrante do executivo camarário do Marco de Canaveses” e disponibiliza-se para a realização de um debate sério e responsável na resolução dos problemas internos do partido, pelos marcuenses e por Portugal”, pode ler-se. 

Alcino Viera reafirma que não quer alimentar fait-divers, mas sublinha, “se esta minha tomada de posição contribuir para um fortalecimento do partido fico feliz”, contudo, diz esperar que “na anunciada reunião haja lealdade, humildade e assertividade e não a alimentação de movimentos conspirativos e com agendas alternativas que tanto ´minam´ as organizações”, conclui. 

Coligação PSD/CDS e a entrada em cena do Chega

A saída de Alcino Vieira das listas do CDS é apenas um dos sinais dos tempos conturbados que se vivem no reino dos centristas a pouco mais de 9 meses das eleições Autarquicas´21.

Se em termos nacionais o partido está abraços com uma grave crise de afirmação junto do seu tradicional eleitorado e da opinião pública, a nível local o cenário não é melhor.

Há militantes e independentes que concorreram nas últimas autárquicas pelo CDS que estão de malas aviadas para o partido Chega, por um lado e por outro, há divisão entre militantes quanto a uma possível coligação com o PSD nas próximas eleições autárquicas.

Rivais ao longo de 34 anos (22 de presidência de Ferreira Torres e 12 de Manuel Moreira) centristas e social democratas parecem condenados a ter que enterrar o machado da discordância política.

O acordo de coligações para as Autárquicas´21, prestes a ser assinado pelas direções nacionais de PSD e CDS, “empurram” as concelhias para um entendimento eleitoral no Marco de Canaveses que a acontecer será inédito. Contranatura, dirão alguns, atendendo ao histórico concelhio de ambos os partidos.

Apesar de uma renovação geracional quer no CDS quer no PSD, ainda há uma “velha guarda” que não esquece, por exemplo, que o PSD chegou a ser impedido de concorrer às eleições autárquicas devido ao acordo de coligação negociado pelo então líder da distrital do PSD/Porto, Luís Filipe Meneses e Avelino Ferreira Torres, abrindo caminho à reeleição do histórico centrista. O ambiente entre os dois partidos, se já não era o mais recomendável, de lá para cá ficou pior.

No PSD, José Mota, candidato derrotado nas últimas autárquicas renunciou ao cargo de 1º vereador do partido. Em declarações ao jornal A Verdade. Mota alegou que “este é um período especial, é um ano eleitoral. O meu contributo é mais útil se estiver mais ao lado e não à frente”, disse prometendo ainda assim fidelidade ao PSD. 

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