Castelo de Arnóia, a memória da vila de Basto

O Castelo de Arnóia (conhecido também como Castelo de Moreira e Castelo dos Mouros), situado entre Arnóia e Moreira, no concelho de Celorico de Basto, está classificado como Monumento Nacional desde 1946 e é propriedade do Estado.

Foi um importante Castelo cabeça de terra, referido já nas inquirições de 1258 e a sua construção enquadra-se no movimento de encastelamento que entre os séculos X e XII marcou o território europeu.

Situado no topo de uma elevação com excelente visibilidade, este Castelo é constituído por uma torre de menagem de planta quadrangular, protegida por um recinto muralhado.

No sopé do Castelo desenvolveu-se a povoação de Aldeia do Castelo, que foi sede de concelho, com Casa da Câmara, Pelourinho e Cadeia.

No monte fronteiro ao Castelo situa-se a Forca, que tal como o Pelourinho, foram restaurados nos anos 60 do séc. XX.

Foram identificados testemunhos arqueológicos relativos à ocupação da fortaleza entre os séculos XIV e XVI. Esta é já a época de decadência da estrutura que, em tempo de paz, era um mero símbolo de organização administrativa e do poder senhorial que tutelava o território.

O abandono deu-se definitivamente a partir de 1717, quando as elites deixaram o pequeno lugar da vila de Basto, mudando a sede do concelho para a freguesia de Britelo, onde hoje se localiza Celorico de Basto.

A memória da pequena vila de Basto ainda persiste ao longo do ramal que lhe deu origem e que ligava a velha estrada da Lixa (Felgueiras) à importante via Amarante-Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), hoje identificada como aldeia do Castelo.

O pelourinho, a casa das audiências e a botica lembram a movimentada rua ao longo da qual se desenvolveu a povoação…

Carlos Moura

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