Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou a norma sobre os procedimentos a serem seguidos depois de uma morte, em tempos de pandemia.
De acordo com o documento, os velórios de vítimas da Covid-19 continuam a estar proibidos, mas na cerimónia fúnebre ou no funeral, se a família assim o desejar e se “houver condições”, o caixão pode ser aberto, desde que de forma “rápida” e a “pelo menos um metro de distância”.
A visualização do corpo pode também ser conseguida através de caixões com visor. Contudo, a DGS sublinha que em qualquer destas situações “não é permitido tocar no corpo ou caixão”.
Apesar destas atualizações, a autoridade de saúde salienta que “o caixão deve, preferencialmente, manter-se fechado”.
A atualização da norma da DGS mantém que a “realização de funerais está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local”.
A DGS define ainda que, “atendendo ao agravamento da situação epidemiológica, o distanciamento entre pessoas deve ser escrupulosamente mantido (2 metros) durante todo o funeral, evitando qualquer contacto físico”.
NOVO MÁXIMO DE DOENTES GRAVESEM DIA COM MAIS 258 MORTES POR COVID-19
Portugal reportou, esta sexta-feira, 258 mortes associadas à covid-19, num dia com 6916 novos registos da doença provocada pelo novo coronavírus e novo máximo em UCI.
Com mais 258 mortes, são 13740 o total de óbitos registados desde o início da pandemia, enquanto o número total de infetados ultrapassou os 750 mil, 11 meses depois de registado o primeiro caso em Portugal.
Segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, esta sexta-feira, o número de doentes a lutar pela vida atingiu um novo máximo: 904, mais 41 do que na quinta-feira, enquanto o número de internados desceu pelo quarto dia consecutivo, para um total de 6412 pessoas hospitalizadas, menos 84.