Confinamento pode estender-se até meados de março. 1ª fase da vacinação deverá ser prolongada até abril por falta de vacinas

Marta Temido confirmou, esta terça-feira, que o confinamento se vai manter até ao final de fevereiro, admitindo que se possa estender até ao meio de março.

“Apesar destas medidas estarem a produzir resultados, é bastante evidente que o atual confinamento tem de ser prolongado por mais tempo. Para já durante fevereiro, mas provavelmente por um período que os peritos que os peritos estimaram de 60 dias a contar do seu início”, disse Marta Temido no final da reunião com os especialistas no Infarmed. Ou seja, o confinamento deverá prolongar-se até até 22 de março – as escolas fecharam a 22 de fevereiro.

Segundo a ministra, os especialistas presentes na reunião indicaram que esse será o intervalo de tempo necessário para reduzir a ocupação dos cuidados intensivos para menos de 200 camas e diminuir a incidência acumulada de casos para 60 por 100 mil habitantes. No entanto, Marta Temido remeteu para mais tarde uma decisão final sobre o prolongamento do confinamento.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 2.583 novos casos de covid-19 e 203 vítimas mortais associadas à doença. De acordo com o boletim da DGS desta terça-feira, o país soma agora um total acumulado de 14.557 óbitos e 770.502 infetados.

Primeira fase da vacinação deverá ser prolongada até abril por falta de vacinas

A prioridade principal das vacinas é salvar vidas, a segunda é conferir resiliência ao Estado (incluindo SNS) e há uma terceira prioridade que é libertar a economia, diz o coordenador da vacinação contra a covid-19 em Portugal. “Nos dois grupos que temos na primeira fase, estão reunidas cerca de 1,14 milhões de pessoas” e, no segundo grupo, 235 mil pessoas.

“Com estes dois grupos, não vamos conseguir, com as vacinas que temos, terminar a primeira fase antes de 31 de Março, vamos prolongar para Abril este período, com as vacinas que estão disponíveis”, explica o vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador da task force. O problema, sublinha, está relacionado com as dificuldades no acesso às vacinas e não com questões relacionadas com a sua distribuição ou administração já no país.

António Orlando

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