Serviço de Urologia do CHTS removeu, com êxito, tumor de glândula suprarrenal, com técnica inovadora

Técnica permite uma recuperação pós-operatória mais rápida e com menos dores para o doente

Fernando Vila e Joaquim Lindoro, respetivamente, urologista e diretor do serviço de Urologia do CHTS

O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa realizou pela segunda vez, com êxito, a remoção de um tumor da glândula suprarrenal, órgão abdominal de localização muito profunda entre o rim e o fígado. A operação foi realizada com recurso à retroperitoneospia uma técnica inovadora ainda menos invasiva que a laparoscopia tradicional. 

Trata-se de uma abordagem direta do rim, pela região lombar, usando três ou quatro orifícios muito pequenos. Os benefícios são significativos em termos de recuperação pós-operatória, o doente tem menos dores, e com redução do tempo de internamento hospitalar. 

“É uma cirurgia mais difícil do que a cirurgia laparoscópica tradicional, pois a área de trabalho é mais reduzida. Não sendo, por isso, uma cirurgia banal, é uma técnica com uma curva de aprendizagem longa que exige a realização de vários cursos de preparação em Estrasburgo e Bordéus”, explica Joaquim Lindoro, diretor do Serviço de Urologia. 

A semana passada, o Serviço de Urologia, no Hospital Padre Américo, deu mais um passo na diferenciação desta técnica muito pouco usada em Portugal.  

Não houve necessidade de atravessar a cavidade abdominal, tendo a cirurgia durado pouco mais de duas horas. 

Este êxito “é o resultado da eficiência de uma equipa cirúrgica orientada pelo urologista Fernando Vila, um grupo de enfermagem liderado pela enfermeira Cristina Ferreira e de uma equipa anestésica orientada por Susana Domingos, anestesiologista”, sublinha fonte do CHTS. 

Toda a estrutura hospitalar funciona como apoio desta cirurgia deveras sofisticada, tendo-se conseguido preservar intacta a perícia de todos os intervenientes apesar de todos os constrangimentos resultantes da pandemia.

Para o presidente do Conselho de Administração do CHTS, Carlos Alberto, “este é mais um exemplo de como, apesar da pandemia COVID-19, se mantém sempre presente a necessidade de tratar os outros doentes, sem deixar ninguém para trás”.

“Nesta retoma do tratamento aos doentes Não Covid, queremos tentar ainda melhorar os indicadores já alcançados em 2020, em que, apesar de todos os constrangimentos, baixamos as listas de espera de Consulta e Cirurgia de todas as especialidades para menos de 9 meses, exceto algumas cirurgias de ortopedia que ainda têm mais de 9 meses de espera. A população do Tâmega e Sousa merece e os profissionais do CHTS não deixam ninguém para trás”, acrescenta.

António Orlando

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