Amarante despediu-se de António Cardoso

António Cardoso, Diretor do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, foi hoje sepultado no cemitério municipal de Amarante. 

Professor jubilado da Universidade do Porto, António Cardoso tinha 89 anos e era, na atualidade, tido como o maior intelectual do Município. Para além da sua carreira universitária como Professor de História da Arte, era também ele artista, com muitas exposições realizadas, investigador e historiador e, em particular, sobre a História de Amarante.

“MARÂNUS” antologia de textos sobre Amarante, a terra e as gentes”, e “O Convento de S. Gonçalo de Amarante, utilizações e reutilizações”,  são duas das obras de referência de António Cardoso que começou  por ser professor do ensino primário, licenciou-se em História, na Universidade do Porto, onde viria a doutorar-se em História da Arte. Foi também docente da Faculdade de Letras.

Desde os anos 90 até à presente data, foi diretor do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) e foi da sua responsabilidade a edição do primeiro catálogo da coleção do museu, publicado em 1997.

O Município expressou o seu “profundo pesar” decretando, como expressão de uma justa homenagem, um dia de luto municipal.

 PERFIL

Amarantino de Excelência, cujo legado se projeta muito além das fronteiras do concelho, António Cardoso nasceu em 1932 concluindo o curso do Magistério Primário em 1941. Estudou pintura na Academia Alvarez e frequentou a Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Apresentou programas de televisão escolar e foi realizador da Televisão Educativa e da Telescola antes de 1974. Integrou a Comissão do Ministério da Educação para a renovação do Sistema de Avaliação de Alunos do Ensino Básico e Secundário.

Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1974, onde se viria a doutorar em História da Arte com uma tese sobre o Arq. José Marques da Silva. A partir de 1981 lecionou naquela Faculdade que representou na Comissão do Património da Câmara Municipal do Porto, entre 1996 e 2001.

Desde os anos 90 até à presente data, foi diretor do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) e foi da sua responsabilidade a edição do primeiro catálogo da coleção do museu, publicado em 1997. O inegável prestígio do MMASC é, e será sempre, indissociável da sua ação.

António Cardoso foi também Pintor. Realizou diversas exposições individuais e participou em inúmeras exposições coletivas. Recebeu o Prémio dos Críticos de Arte para a Representação Portuguesa na I Bienal de Paris, de 1959.

Professor, Museólogo, conferencista e crítico de arte, António Cardoso foi membro da Associação Portuguesa de Museologia, da Associação Regional do Património Cultural e Natural e da secção portuguesa da Associação Internacional dos Críticos de Arte.

O percurso de vida de António Cardoso fica marcado pelo grande e abnegado contributo cívico ao serviço da Cultura no Município de Amarante, que sempre elevou em todas as funções e palcos por onde passou.

Amarante e Portugal sentirão a falta do professor, do homem de cultura e do amigo.

António Orlando

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