Nuno Araújo, ex-chefe de gabinete de Pedro Nuno Santos, suspeito de corrupção

POLÍCIA. Em causa estão suspeitas de corrupção e tráfico de influências referentes à contratação pública. Ministro das Infraestruturas garante ser “totalmente alheio” a investigação que desencadeou buscas em cinco municípios, incluindo Coimbra.

Um antigo chefe de gabinete de Pedro Nuno Santos foi alvo de buscas esta terça-feira por suspeitas de corrupção e tráfico de influências.

Nuno Araújo, natural de Rio Mau, Penafiel e atual presidente do PS/Penafiel, chefiou o gabinete do candidato à sucessão de António Costa quando este ocupava o cargo de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. As suspeitas do Ministério Público e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária relacionam-se com o facto de cinco municípios (Coimbra, Vila Real de Santo António, Valongo, Matosinhos e Gondomar) terem contratado por ajuste direto os serviços de uma empresa de engenharia de Nuno Araújo.

Por isso, as cinco câmaras municipais desses concelhos foram igualmente alvo de buscas esta terça-feira, no âmbito desta investigação. O antigo chefe de gabinete está neste momento à frente da Administração dos Portos do Douro, Leixões (APDL) e e Viana do Castelo.

A investigação está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DIAP), secção do Ministério Pública encarregue de combater a criminalidade económico-financeira mais complexa.

Segundo um comunicado do DCIAP, as buscas incluíram ainda uma empresa pública de gestão de águas. “No inquérito investigam-se factos relacionados com a celebração, por ajuste direto, de aquisição de serviços entre uma sociedade comercial e os referidos municípios e a empresa pública”, detalha a mesma nota informativa, que não indica os nomes dos visados. “À data, a sociedade adjudicatária seria gerida e controlada de facto pelo sócio-gerente anterior, o qual exercia então funções de chefe de gabinete ministerial”. O suspeito “usaria a sua influência decorrente do cargo para conseguir a celebração por ajuste direto, tirando benefícios monetários através de outra sociedade comercial”, que também controlava.

Entretanto, o gabinete do hoje ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos emitiu um esclarecimento no qual garante ser “totalmente alheio à alegada prática dos factos referidos nas notícias”. O mesmo membro do executivo acrescenta ainda que irá “aguardar o desenrolar do processo judicial”. 

António Orlando

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