CULTURA. Depois da estreia em Penafiel e Paços de Ferreira, o Aldear viaja este fim de semana, 19 e 20 de junho, até Celorico de Basto e Amarante, tendo como palco a aldeia de Arnoia e a aldeia de Salvador do Monte, respetivamente.

O programa de Celorico de Basto inclui, no dia 19, às 15 horas, o espetáculo Nosso Museu, do Coletivo Espaço Invisível, criado a partir de histórias e de impressões das pessoas da comunidade de Celorico… e não só. O Nosso Museu, inserido na criação comunitária, é adepto do barulho, da palavra, do movimento e, como se diz a certa altura, é um museu sustentado no corpo.
Segue-se a mesa – centro cívico, com a criação MM. Mesa-Masseira, uma mesa que simboliza o lugar das decisões, partilhas, prazeres; é um local quase de culto. Esta ideia de mesa masseira, dinamizada pela Heurtebise, acompanha a noção de “grupo” – as diferentes histórias que fomos recolhendo, os diferentes pratos que provámos, os diferentes lugares que visitamos, os diferentes cantares que ouvimos…
É com o projeto Ufa!, da Burilar, que a comunidade segue para o último momento da tarde, através de um percurso artístico, por cima de uma janela com vista para todos os verdes na qual está escrita a frase «estradas difíceis costumam levar-nos a belos destinos».
Os processos artísticos e o encontro comunitário de Celorico de Basto contam com a participação do Grupo de Cavaquinhos de Arnoia, do Grupo de Gaiteiros e do Grupo de Teatro Celoricense.
No domingo, dia 20, pelas 16 horas, as paisagens do Aldear têm como pano de fundo Salvador do Monte, em Amarante. É com a mesa – centro cívico, sob o mote de Mesa Comum, que se inicia um momento performativo em que se cruzam saberes, tempos, relações e sensações, com a comunidade local, numa atividade concebida pela Terceira Pessoa. Salvador do Monte estende-se por lugares, distantes entre si, uns esquecidos ou abandonados, outros riquíssimos nas suas memórias e nas suas pessoas.
Com Ao longe alguém nos abre a porta, na companhia de Manuel Tur, espera-se que, com a luz do dia, nos abram as portas da memória e do que se viveu. É no exterior do Centro Paroquial, num espetáculo musical de criação comunitária, Sons do Monte, da Coruja do Mato, que as palavras e sons que apresentam e questionam a identidade do território envolvem as associações e intervenientes da aldeia.
Em Amarante estão envolvidos no projeto a Associação de Pais e Amigos da Escola Básica e Jardim de Infância de Salvador do Monte, o Grupo de Bombos de Salvador do Monte, a Junta de Freguesia de Salvador do Monte, o Rancho Folclórico de Salvador do Monte, os Saltaricos do Outeiro e o Sport Clube Salvadorense.

O Aldear, que começou no dia 5 de junho, prolonga-se até 7 de agosto de 2021, durante as tardes de fim de semana, percorrendo 11 aldeias e bairros dos municípios do Tâmega e Sousa. São 11 dias de programação cultural, com 33 processos artísticos, envolvendo artistas contemporâneos oriundos de várias partes do país.
O Aldear é um projeto promovido pela CIM do Tâmega e Sousa, em parceria com os municípios da região, co-financiado por fundos comunitários.
Programa do Aldear:
19 de junho de 2021 | Celorico de Basto, Arnoia
- 15h | Criação Comunitária
Rua do Castelo
O nosso Museu, Coletivo Espaço Invisível com a comunidade local
- 16h | Mesa – Centro Cívico
Largo do Fontanário
MM.Mesa-Masseira, Heurtebise com a comunidade local
- 16.30 h | Percurso Artístico
Tanque comunitário > Forca de Arnoia
Ufa!, Burilar com a comunidade local
20 de junho de 2021 |Amarante, Salvador do Monte
- 16h | Mesa – Centro Cívico
Largo da Igreja
Mesa Comum, Terceira Pessoa com a comunidade local
- 16.30h | Percurso Artístico
Centro Paroquial > Pelourinho
Ao longe alguém nos abre a porta, Manuel Tur com a comunidade local
- 18h | Criação Comunitária
Exterior do Centro Paroquial- Sons do Monte, Coruja do Mato com a comunidade local


