AUTÁRQUICAS´21. Secretário geral do PS apela ao eleitorado para que no domingo escolha “quem tem unhas para tocar guitarra” como aconteceu há quatros anos no Marco de Canaveses
António Costa participou esta manhã na campanha eleitoral autárquica no concelho do Marco de Canaveses com apoio surpreendente à candidatura local. Rosa Torres, viúva do antigo presidente do município, Avelino Ferreira Torres (CDS-PP), esteve sentada na mesma fila, da frente, do comício de apoio à candidatura da socialista Cristina Vieira.

No comício, António Costa falou numa campanha “muitíssimo mais fácil do que há quatro anos, porque, agora, a obra fala por si, o trabalho fala por si, e a vossa cara, o vosso rosto, a vossa força de confiança na liderança da Cristina Vieira fala por si e pronuncia uma grande vitória do PS nas eleições do próximo domingo. Mas para que isso aconteça é preciso que, no próximo domingo, todos exerçam o dever cívico de votar”, salientou.

O Secretário geral do PS, falou também sobre o IC35, uma acessibilidade que servirá o município, cuja promessa já tem barbas: “o primeiro troço entre Penafiel e Rans já está adjudicado, o segundo troço, entre Rans e Alpendorada [o troço terminará em Entre-os-Rios que faz fronteira com Alpendorada] não é uma promessa, já está contratualizado com a União Europeia no âmbito do PRR; se não cumprirmos os prazos e as metas a União Europeia corta-nos o financiamento, ou seja, o IC35 é mesmo para fazer”, garantiu António Costa.

Cristina Vieira, que apresentou o programa eleitoral subdividido em seis eixos – ação social e saúde-educação/ economia e emprego/ habitação e urbanismo/ ambiente, sustentabilidade e governação/ turismo e cultura/ desporto, associativismo e juventude – disse estar “confiante no reforço da maioria” conquistada há quatro anos devido “ao trabalho desenvolvido no mandato” que agora está a terminar.

A atual presidente de Câmara e candidata do PS, Cristina Vieira, salientou que o seu executivo dos últimos quatro anos foi “um executivo jovem, trabalhador e ambicioso”, tendo sido nesse espírito que abraçou “de corpo e alma” os “desafios” que o Governo lhe apresentou, nomeadamente o programa de descentralização.

“Marco de Canaveses foi dos municípios do país pioneiros no abraçar destas novas competências e foi um dos que aceitou todas as competências delegadas pelo Governo de Portugal. Fizemos conscientes do desafio e do volume do trabalho que isso acarreta mas convictos de que, na proximidade, seremos capazes de fazer mais e melhor pelos nossos cidadãos. Fizemo-lo e não estamos nada arrependidos”, destacou.


