O objetivo é reabrir também outras linhas limítrofes, como as do Tâmega, Corgo e Sabor

A vontade já era antiga, mas agora chega a confirmação oficinal pela própria Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial. A Linha do Douro será reativada até à estação fronteiriça de Barca d’Alva.
Nos planos do governo está a reabilitação e reabertura da ferrovia entre Pocinho e Barca d’Alva, um troço de 28 quilómetros que se encontrava fechado desde 1988.A notícia foi avançada pela ministra esta quarta-feira, 29 de dezembro, no final da cerimónia que marca os 20 anos da atribuição do título de Património Mundial ao Alto Douro Vinhateiro.
“Vamos fazer a linha do Douro. É um desígnio deste território. Mal andariam os governos que não apoiassem o projeto”, disse a ministra, citada pela “TSF”.
O objetivo é reabrir também outras linhas limítrofes, como as do Tâmega, Corgo e Sabor. E a meta passa por levar os comboios além-fronteiras, o que obrigará a um acordo com o governo espanhol, para poder levar a linha até Salamanca.
A empresa Infraestruturas de Portugal (IP) está, de resto, a fazer um estudo técnico para o troço Pocinho – Barca de Alva que prevê que este reabra com as mesmas características do resto da linha do Douro, afirmou ao jornal Público José Manuel Gonçalves, presidente da câmara da Régua que integra o grupo de trabalho para a reabertura da linha do Douro até à fronteira espanhola. Esta premissa significa que o troço em falta não ficará desqualificado em relação ao resto da linha, até porque a ideia é que o regresso do comboio até à fronteira espanhola sirva também como pressão para que o país vizinho faça a sua parte e reabra a via-férrea de forma que se possa prosseguir, de comboio, até Salamanca. Em maio, o ministro das Infraestruturas já tinha dito que “Portugal não se pode dar ao luxo de ter uma infraestrutura destas desativada” .


