CRISE/ENERGIA. O anúncio da subida dos preços do gasóleo e da gasolina na próxima semana, com aumentos superiores a 14 e oito cêntimos por litro, levou as filas de carros constantes para abastecimento nos postos low-cost.
Após o anúncio da subida dos preços do gasóleo e da gasolina na próxima semana, com aumentos superiores a 14 e oito cêntimos por litro, respetivamente, no gasóleo e na gasolina, as filas de carros são constantes nos postos low-cost.
O cenário repetiu-se não só pela região do Tâmega mas também por todo o país.
No Marco de Canaveses, por exemplo, as bombas do Intermarché encerraram, cerca das 17 horas deste sábado, por falta de combustível.
Com esta corrida aos combustíveis é previsível que, de uma forma generalizada, os stocks entrem em rotura.
De acordo com os preços de referência da Entidade Nacional para o Mercado Energético (ENSE), o preço médio do gasóleo simples é, neste momento, de 1,754 euros por litro. A partir de segunda-feira poderá chegar perto dos 1,90 euros. Por sua vez, a gasolina 95 custa atualmente, em média, 1,795 euros por litro. Com o aumento de segunda-feira, pode chegar aos 1,88 euros. Isto significa que o custo médio do gasóleo poderá ser superior ao da gasolina.
O Secretário de Estado da Energia, João Galamba, explicou que devido ao contexto da guerra na Ucrânia, da pandemia e da seca, “é impossível” anular esta subida, tendo em conta que “a crise existe e vai ter impactos, portanto não é possível eliminar esses impactos, podemos mitigá-los”, disse.
Na sequência do anúncio deste aumento, o governo vai aumentar o valor do Autovoucher de cinco para 20 euros em março. Além disso, também a taxa de carbono será suspensa pelo menos até final de junho.





