Um empreiteiro da construção civil de Baião e os dois cúmplices detidos em operação da Direção de Finanças do Porto vão aguardar julgamento em liberdade.

Os arguidos estão indiciados por pratica de associação criminosa, burla tributária, fraude fiscal qualificada e branqueamento. Depois de interrogados pelo Juiz de Instrução Criminal os indivíduos ficaram proibidos de contactarem entre si e ficaram com a obrigatoriedade de se apresentar semanalmente no posto da GNR. Um deles, contabilista, ficou proibido do exercício de funções.
O principal arguido, um empresário da construção civil de Baião, é suspeito de ter montado uma rede de empresas-fantasma criadas apenas com o intuito de passarem faturas de cedência de mão de obra. Esses recibos de serviços fictícios eram depois utilizados pelo empreiteiro para dedução de IVA e obtenção de reembolsos. Desde 2017, terá conseguido reembolsos fraudulentos de 2,6 milhões de euros.
O arguido de 48 anos, tinha duas empresas de construção civil mas, ao longo dos anos, também criou uma dezena de empresas de fachada, sem atividade. Recorreu a testas de ferro para forjar centenas de faturas de cedência de mão de obra fictícia que levaram à constituição de 30 arguidos, entre pessoas e empresas suspeitas de participar no esquema.
Na passada terça-feira, foram presos juntamente com vária documentação contabilística pelos inspetores da Direção de Finanças do Porto, apoiados por elementos da Unidade de Ação Fiscal da GNR . O processo judicial é dirigido pelo Ministério Público (MP) de Paredes.


