PANDEMIA. A Direção-Geral da Saúde (DGS) descartou, esta quarta-feira, que esteja para breve o fim do uso de máscaras em locais fechados, como escolas, hospitais e lares de idosos. E pediu cuidados aos cidadãos durante a Páscoa, garantindo que a pandemia ainda não atingiu níveis seguros.

“A pandemia não acabou a nível global. Mantém-se em Portugal. Toda a proteção que conseguirmos construir será uma boa proteção para o futuro”, vincou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, numa conferência de Imprensa, esta quarta-feira, em que apelo “à mobilização dos cidadãos” em torno da manutenção de medidas de proteção durante a Páscoa.
As autoridades de saúde mantêm a recomendação do uso de máscara, sobretudo junto dos mais vulneráveis, como unidades de saúde e lares de terceira idade.
No que diz respeito às escolas, a DGS condiciona à evolução da pandemia o fim da obrigatoriedade da máscara. “Retirar essa barreira é um risco ainda bastante elevado”, defende Graça Freitas, revelando que apenas 51% dos alunos entre os 6 e os 17 anos já tiveram covid-19 ou estão vacinados. A medida será sempre reavaliada, semanalmente, garantiu Graça Freitas.
Quanto à administração de uma quarta dose da vacina, a diretora-geral da Saúde revelou que ainda se está a analisar “para quem ela é necessária” e “quando deverá ser dada”. “A evolução da pandemia é que nos vai dar essa indicação”, disse.
Por isso, na conferência de Imprensa, Graça Freitas pediu ainda aos cidadãos para manterem cuidados durante a Páscoa, como a higiene respiratória e das mãos, o distanciamento físico e o recurso aos testes.
A Conferencia Episcopal também já revelou as regras para a Visita/Compasso Pascal. Veja aqui.


