FERRÓVIA. Pedro Nuno Santos nega desvio de verbas da linha do Douro para a linha do Oeste

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, negou ter existido um “desvio de verbas” na Linha do Douro para a Linha do Oeste.
“Não houve desvio de verbas nenhum. Infelizmente, no investimento público vamos enfrentando um conjunto de circunstâncias que não estavam antecipadas e tivemos um problema no troço Marco-Régua com o projetista, que não foi capaz de entregar o resultado”, disse Pedro Nuno Santos, à margem da cerimónia de assinatura de acordos e o município do Porto e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).
Em declarações aos jornalistas, o ministro esclareceu que, face às “circunstâncias”, houve a necessidade de lançar um novo procedimento e “encontrar um novo projetista”.
“Isso atrasou muito o que estava programado”, observou, acrescentando que também a Infraestruturas de Portugal (IP) pediu “dispensa de Impacte Ambiental porque entendia que uma mera eletrificação não justificava”, mas que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) “teve um entendimento diferente”.
“Tivemos de a fazer [declaração de Impacte Ambiental] e são circunstâncias que, não estando antecipadas, explicam porque é que há um atraso”, referiu Pedro Nuno Santos, esclarecendo ainda que as verbas a utilizar no âmbito do Portugal 2020 foram “usadas noutro sítio que estava mais avançado”.
“Este troço, que não vai deixar de ser feito, nem ficar à espera de nada, vai ser financiado pelo Portugal 2030. Não muda nada, apenas a origem do financiamento”, notou sem no entanto admitir que volta a existir um atraso significativo na eletrificação da linha do Douro. A obra já devia estar concluída mas ainda não saiu do papel, leia-se, fase preliminar do concurso.
Tal como o TTV deu eco, o jornal Público noticiou, a 6 de abril, que a modernização do troço Marco-Régua “perdeu financiamento do Ferrovia 2020 e aguarda verbas do novo quadro comunitário”. Recorde aqui os factos. Na ocasião, a Associação Vale d’Ouro classificou a 6 de abril como “inqualificável e inexplicável” o atraso na eletrificação da Linha do Douro.


