Urgência do CHTS sem capacidade de resposta

SAÚDE. O Hospital de Penafiel, sede o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, reconhece dificuldades na resposta do serviço de Urgências, por falta de camas para internamento.

Hospital Padre Américo, Penafiel, CHTS

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em comunicado, esclarece que “a situação dos doentes internados na urgência deve-se à grande afluência de doentes nos últimos tempos e que tem atingido números próprios das épocas de Inverno”.

A nota do CHTS acrescenta na manhã desta segunda-feira havia “105 doentes internados por Covid, sendo dois em cuidados intensivos” e “78 doentes internados no Serviço de Urgência”, situação que, segundo o hospital, também é resultado da indisponibilidade de camas em outros hospitais da região.

“Estes momentos de maior afluência causam dificuldade de resposta por escassez de camas para internamento, apesar da permanente articulação que vamos fazendo com os outros hospitais da região, públicos, privados, Misericórdias e Hospital Militar e Hospital da Universidade Fernando pessoa, em Gondomar”, refere o comunicado do CHTS, que lamenta o transtorno causado aos utentes, garantindo, por outro lado, que continua a desenvolver todos os esforços para atenuar a situação.

“Cuidados não são seguros”

Este quadro foi sido denunciado pela Ordem dos Enfermeiros que fala de um cenário de “caos total”.

João Paulo Carvalho reconhece que “os cuidados não são seguros” no Serviço de Urgência do Hospital de Penafiel: “Os profissionais de saúde não têm condições nem capacidade de resposta. Temos doentes Covid positivos, temos doentes com KPC positiva em espaços que estão sobrelotados, com equipas que não têm condições de prestar cuidados de forma adequada e o risco de infeções cruzadas aumenta exponencialmente, o risco de erro aumenta exponencialmente”.

Por outro lado, este responsável da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros lembra que, atualmente, o CHTS serve muito mais utentes do que aqueles para os quais foi, inicialmente, pensado.

“O Hospital foi pensado e construído para uma população de cerca de 350 mil habitantes e, neste momento, serve uma população de 550 mil habitantes”, refere.

Nesse quadro, João Paulo Carvalho diz que “não faz sentido que se pense só hoje em desviar utentes para outros hospitais, nomeadamente através da linha 112”.

“O INEM e o CODU deveriam saber que aquela urgência está sobrelotada e que hospital não tem capacidade de internamento e, portanto, deveria desviar utentes logo na sua fase inicial para outros hospitais”, remata.

Para a Ordem dos Enfermeiros, “o problema é estrutural”, porque o hospital foi dimensionado para 350 mil utentes e, neste momento, tem de dar resposta a uma população de 550 mil pessoas.

António Orlando

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