Albufeira da Pala, Baião, volta a contar o Mundial de Motonáutica F2

APOSTA. Baião prepara-se para receber de novo, nos dias 10 e 11 de setembro, uma etapa do Campeonato do Mundo de Motonáutica de F2. A competição é considerada uma mais valia para o turismo nacional e foi apresentada em conferência de imprensa, na margem do rio Douro, com críticas à falta de apoio estatal.

O Grande Prémio de Baião de Motonáutica F2 que se realiza na albufeira da Pala, no rio Douro, há cerca de uma década, chegou ao concelho baionense por iniciativa da câmara local, alegando a necessidade de se criar um evento que captasse a atenção, não só do país mas também turismo mundial “para a existência de um território com paisagens deslumbrantes e uma gastronomia e vinhos de excelência”.

Uma década depois, o autarca local, Paulo Pereira, em parceria com a Federação Portuguesa de Motonáutica (FPM) e o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPN), continua a lutar para que o evento tenha o devido investimento do governo, via Turismo de Portugal, à semelhança do que acontece com idênticas iniciativas mais ao centro e sul do país. “Se entendem que esta prova se inscreve na narrativa da importância de eventos deste calibre, nomeadamente em municípios do interior, já era tempo que existissem mecanismos que garantisse a sua realização plurianual, sem que tenhamos de estar a depender da aprovação de um orçamento de estado”, referiu Paulo Pereira, denotando o seu desagrado pela situação.

O autarca fez, também, notar que “o concelho já não necessita deste evento para ter a hotelaria esgotada, mesmo em tempo de pandemia, porém mantemos o investimento para manter-mos uma janela para o mundo turístico”, disse.

A autarquia baionense este ano teve mesmo de se “chegar-se à frente” para suprimir a falta de apoio estatal, caso contrário não haveria competição na Pala. O investimento municipal de 25 mil euros, previsto no contrato com a FPM e a União Internacional de Motonáutica (UIM), terá que ser duplicado por falta de verba/apoio do TPN. “Na região Centro, há uma diferenciação de apoio, tenho de admitir isso. O Turismo do Centro já garantiu o apoio a Vila Velha de Ródão, aqui ainda estamos à espera”, lamenta Paulo Ferreira, líder da FPM.

Não será por acaso que Baião perdeu para Vila Velha de Ródão, a 17 e 18 de setembro, a última prova do campeonato. É também a falta de apoio financeiro que inviabiliza a realização da F1 de motonáutica na Pala, reconhece Paulo Ferreira. Um desejo antigo, diga-se.

“Tem sido claro que as grandes provas a sul, têm tido bastantes apoios, caso da fórmula 1 e do rali de Portugal. Aqui passa-se um pouco o mesmo. O TPN tem alguma autonomia, não o suficiente para poder estar mais presente e dar apoio a um evento destes”, justificou Inácio Ribeiro, vice-Presidente do TPN.

O Grande Prémio de Baião de F2 de 2022 vai contar com a presença de 19 pilotos, de 14 nacionalidades, uma das quais a convite – australiana- em estreia absoluta numa prova do europeu de F2. Trata-se da Cohen Brothers Racing, com o piloto Brock Cohen.

António Orlando

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