Amarante assinala centenário de Agustina Bessa-Luís com três exposições

CULTURA. Amarante e o país, assinala no próximo sábado, dia 15 de outubro, o Centenário do Nascimento de Agustina Bessa-Luís. A celebração oficial contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

No dia em que Agustina Bessa-Luís completaria 100 anos, 15 de outubro, o Município de Amarante – terra natal da escritora – inaugura três exposições: “Feminino, uma história ficcionada” e “a super-menina: espassos, letras e livros”, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso; e “O rosto do pensamento” na Biblioteca Albano Sardoeiro – Polo de Vila Meã.

Três exposições integradas na programação das comemorações do centenário de Agustina Bessa-Luís que pode consultar em agustina.pt.

Ainda no âmbito do 100.º aniversário da escritora natural de Vila Meã, realiza-se, dia 15, às 22 horas, o concerto da Orquestra do Norte com direção de Martim Sousa Tavares, no Cineteatro Raimundo Magalhães; e o SAB’Arte convida crianças, dos seis aos 12 anos, para “Brincar com o mundo das letras… de Agustina Bessa-Luís”, a partir da leitura de um excerto do livro “Dentes de Rato”, publicado em 1987, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira em Amarante e no Pólo de Vila Meã, entre as 10 horas e as 11.30 horas.

No dia 16, a Filandorra – Teatro do Nordeste estreia “Memória de Giz”, que tem por base o livro infanto-juvenil de Agustina Bessa-Luís (1983), às 17 horas, no Cineteatro Raimundo Magalhães.

Feminino, uma história ficcionada

“Feminino, uma história ficcionada” tem por base as palavras de Agustina Bessa-Luís no livro “Dicionário Imperfeito” onde se lê: “A mulher é uma criadora por natureza. A mulher é.”.

“Viajar no universo de Agustina é sentir a mulher, nas suas coerências e incoerências, como se, à flor da pele, nos olhássemos ao espelho. Não são conceitos de feminismo, são estados de alma do Humano nos quais, nas suas diferenças, nos vamos revendo. Nesta exposição pretende-se uma reação interpelativa, que cada um sinta e descubra”, explica Rosário Machado, diretora do Departamento de Cultura de Amarante.

“Feminino, uma história ficcionada” compila alguns modelos de representação da mulher, e respetiva expressão criativa, presentes na coleção do MMASC. Obras dos amarantinos Amadeo de Souza-Cardoso, António Carneiro, Acácio Lino, Teixeira de Pascoaes, Manuel Monterroso e Eduardo Teixeira Pinto, mas também outras que se relacionam diretamente com as palavras de Agustina como, por exemplo, Júlio Pomar, Sara Afonso, Barata Feyo, Lagoa Henriques, Clara Menéres, Paula Rego e Vieira da Silva. Sobre Paula Rego e Vieira da Silva, Agustina Bessa-Luís escreveu os livros “As Meninas” e “Longos dias têm cem anos”, respetivamente.

Em “Feminino, uma história ficcionada” estará ainda exposto, pela primeira vez, um desenho de Maria Antónia Siza Vieira.

Para visitar até 28 de maio de 2023.

A super-menina: espassos, letras e livros

Criação de Os Espacialistas, com palavras de Gonçalo M. Tavares, a exposição “a super-menina: espassos, letras e livros”, é dedicada à super-menina que foi a Agustina Bessa-Luís. Nesta mostra, Os Espacialistas – projeto laboratorial de investigação teórica e prática das ligações entre Arte, Arquitectura e Educação – transformam o claustro do Convento de São Gonçalo no corpo de uma criança e no seu espaço de recreio. Cada uma das alas é uma página de caderneta escrita por uma narrativa fotográfica espacialista e um conjunto de 100 palavras espacializadas de Gonçalo M. Tavares. Um espaço superpovoado de imagens e objetos à semelhança dos manuscritos da escritora.

As montagens artísticas de paredes, tecto e chão de natureza objectual, as imagens Espacialistas produzidas a partir de Es/passos, letras de diferentes tamanhos, tipos e materiais, livros e muitos outros objetos provenientes do kit Espacialista e de práticas agrícolas tradicionais são reverberações memoriais e imaginárias de Agustina.

Todas as instalações são diálogos entre os jogos tradicionais infantis, os conflitos sociais e familiares e as atividades humanas agrícolas e animais (perversas) presentes nos livros e nas memórias de Agustina Bessa-Luís.

Para visitar até 12 de fevereiro de 2023.

O rosto do pensamento

Na Biblioteca Albano Sardoeiro – Polo De Vila Meã, Agostinho Santos expõe “O rosto do pensamento”, com curadoria de Aida Guerra, um conjunto de 18 desenhos inéditos sobre o universo e personagens agustinianas através dos quais o artista evoca e homenageia Agustina Bessa-Luís. “Estes desenhos simples, pretendem apenas abraçar ou simplesmente dar um beijo a uma importante figura da cultura nacional, que está agradavelmente ligada aos meus primeiros tempos profissionais, quer como jornalista, quer como artista plástico. Agustina está entre nós e ‘O rosto do pensamento’ é uma espécie de avivar a memória e homenagear um dos grandes vultos da nossa cultura”, explica Agostinho Santos.

Para visitar até 24 de janeiro de 2023.

António Orlando

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