Os ‘Grandes Mestres’ da pintura contemporânea em exposição no MACC Baião

CULTURA. Ministra da Coesão Territorial vai inaugurar este sábado a exposição internacional Grandes Mestres no Mosteiro de Santo André de Ancede

Mosteiro de Santo André de Ancede transformado em Centro Cultural de Baião

Obras de Pablo Picasso, Salvador Dali, Andy Wharol, Robert Combas, Diego Rivera, Roberto Chichorro, Robert Delauny, Paula Rego, Júlio Resende, Julião Sarmento, Cruzeiro Seixas, Nadir Afonso, Renate Graf, entre outros, a partir deste sábado vão estar em exposição no Mosteiro de Ancede Centro Cultural (MACC) Baião.

A exposição intitulada “Grandes Mestres” antecede a inauguração oficial das obras de requalificação do Mosteiro, que se perspetiva que ocorra até ao final do ano com a presença do primeiro-ministro António Costa, apurou o TTV.

Para já quem vai marcar presença vai ser Ana Abrunhosa, a Ministra da Coesão Territorial, às 11.30 horas deste sábado, dia 15 de outubro, para inaugurar a inusitada exposição de pintura contemporânea .

As obras de arte dos Grandes Mestres podem ser visitadas, no MACC Baião, a partir das 14.30 horas do dia 15 de outubro, de hora a hora, com o máximo de 20 pessoas por grupo, sendo que a última entrada terá lugar às 17.30 horas. No domingo, as visitas começam às 10.30 horas e o último grupo entrará às 17.30 horas. Neste fim de semana, as entradas são gratuitas.

As visitas são feitas por marcação através do email: mosteiro.ancede@cm-baiao.pt ou do nº de telefone 968 476 146.

A exposição irá estar disponível para visitas de terça-feira a domingo das 10h30 às 17h30.

O Mosteiro de Santo André de Ancede agora transformado em Centro Cultural está na posse da Câmara Municipal de Baião, desde 1985, quando foi comprado à família do barão de Ancede, que o tinha adquirido em hasta pública em 1834, na sequência da extinção das ordens religiosas em Portugal. Entre a aquisição do complexo pelo barão e a compra da câmara, o espaço teve várias usos: foi uma quinta, uma escola, um armazém e até uma serração.

Não se sabe ao certo quando é que o mosteiro terá sido fundado, mas é certo que remonta a um tempo anterior à fundação de Portugal. A referência mais antiga que se lhe conhece é de 1120, quando pertencia já à Diocese do Porto e estava ligado aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em 1141, recebeu a carta de couto de D. Afonso Henriques e, na segunda metade do século XVI, o edifício e todos os seus bens, privilégios e rendimentos foram integrados no património do Convento de São Domingos de Lisboa.

O Mosteiro de Santo André foi considerado monumento de interesse público em 2013 e desde 2010 que integra a Rota do Românico.

Na última fase de restauro do Convento foram investidos 1,6 milhões de euros, 988 mil euros dos quais com origem em fundos comunitários, cuja intervenção se centrou nas zonas do complexo que estavam em ruína. Entre 2000 e 2017, já tinham sido investidos cerca de 2 milhões de euros no complexo arquitetónico.

O projeto de restauro é da autoria de Siza Vieira, que defende um conceito de ruína consolidada, isto é, onde é possível ver muitas das marcas da passagem do tempo. O arquiteto já tinha trabalhado no complexo arquitetónico em 2012, quando o espaço do mosteiro foi requalificado, e mais recentemente nas obras de restauro do adro da igreja.

António Orlando

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