Peritos da Rede Internacional das Bio-regiões visitam o Tâmega e Sousa

AMBIENTE. Esta visita constituiu mais um passo no trabalho que a CIM do Tâmega e Sousa tem vindo a desenvolver, desde 2020, no sentido de tornar o seu território numa bio-região e a criar condições para a sua integração na IN.N.E.R.

Depois de, no passado mês de setembro, ter visitado a primeira bio-região do mundo a ser formalmente constituída – a bio-região de Cilento, no sul de Itália –, a convite da Rede Internacional das Bio-regiões, a IN.N.E.R. – International Network of Eco Regions, entidade responsável pelo processo de certificação das bio-regiões, o Tâmega e Sousa acolheu, esta segunda e terça-feira, dias 17 e 18, a visita de uma comitiva de peritos da IN.N.E.R.

Durantes estes dois dias, os três peritos visitaram explorações agrícolas consideradas boas práticas em modo de produção biológica, designadamente na produção de frutas frescas e frutos secos, legumes e hortaliças, ervas aromáticas, cogumelos, carne, mel e vinho, bem como distribuidores de produtos biológicos locais e regionais.

Esta visita, organizada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), contou com a participação do Presidente da FONMED – Fundação do Sul para a Cooperação e Desenvolvimento dos Países do Mediterrâneo e Membro do Conselho de Administração da IN.N.E.R., Giuliano D’Antonio, do Secretário-Geral da Bio-região de Cilento, Emilio Buonomo, e do Coordenador da I.N.N.E.R Portugal, Custódio Oliveira, que estiveram na região para monitorizar e avaliar o processo de constituição da Bio-região do Tâmega e Sousa e sequente adesão à IN.N.E.R.

Uma bio-região é uma área geográfica onde agricultores e produtores biológicos, comunidade em geral, operadores turísticos, associações, instituições de ensino e poder local e intermunicipal estabelecem um acordo para a gestão sustentável dos recursos locais, partindo do modelo biológico de produção e consumo.

Numa bio-região a promoção dos produtos biológicos articula-se com a promoção do território, ou seja, os recursos naturais, culturais e produtivos do território estão ligados em rede e são reforçados por políticas locais orientadas para a valorização do ambiente, das tradições e dos conhecimentos locais.
Este conceito de sustentabilidade territorial assenta, sobretudo, numa perspetiva de governança territorial inovadora, em que entidades públicas, associações, agricultores, empresários e turistas se envolvem na criação de uma espécie de laboratório cultural de ideias e iniciativas para o desenvolvimento territorial, baseado em práticas sustentáveis e amigas do ambiente.

António Orlando

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