Presidente da Assembleia da República abriu evocação do Centenário da Morte do Conselheiro António Cândido 

EVOCAÇÃO. Para Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República, António Cândido “ajuda-nos a perceber melhor o que era Portugal nesse tempo”. 

O país começou este sábado, em Amarante, a evocar o centenário da morte do antigo deputado do século XIX António Cândido na presença do presidente da Assembleia da República (AR), Augusto Santos Silva, que desafiou os presentes a revisitar a obra do homenageado no seu contexto histórico.

“António Cândido foi um entusiasta defensor da universalidade do voto e dos sistemas e dos círculos plurinominais  com representação  proporcional, e de relevância   do papel das minorias, tendo-nos deixado, a este respeito, a excelente e inovadora obra ´Lista Múltipla´ e  Voto Uninominal, sobre as teorias do sufrágio e as consequências  políticas dos sistemas eleitorais”, lembrou o presidente da AR. 

Augusto Santos Silva lembrou que os “vencidos da vida”, designação irónica do grupo de que fazia parte António Cândido juntamente com Oliveira Martins, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, etc, – “eram mais recuados que os republicanos no debate sobre o esforço de mudança política e eram mais avançados que os republicanos no esforço da mudança económica e social”. Por isso, no entender do presidente da Assembleia da República, “vale a pena comemorarmos António Cândido  porque estamos a refletir sobre o nosso presente”.

UM ANO DE EVOCAÇÃO

O programa de evocação do centenário a cargo da Assembleia da República, da Procuradoria-Geral da República, da Academia das Ciências de Lisboa, da Universidade de Coimbra, da Câmara de Amarante e do Centro de Estudos Amarantinos, prevê a realização do um ciclo de conferências que começa em novembro no Porto e termina na Assembleia da República, em Lisboa, em outubro de 2023.  “António Cândido, o Homem e o Enigma que o Homem Representa”, assim foram batizadas as conferências que irão passar pela Câmara do Porto, Universidade de Coimbra, Santa Casa da Misericórdia de Amarante, Academia das Ciências, Ateneu Comercial do Porto, Procuradoria Geral da República e Câmara de Amarante. 

O programa prevê igualmente a edição de obras literárias, designadamente com a reedição dos discursos proferidos por António Cândido na cidade do Porto,  em Amarante , uma biografia política de António Cândido e uma coletânea das conferências  e intervenções realizadas durante a evocação de António Cândido. 

Na Assembleia da República estará ainda patente a exposição bibliográfica e iconográfica sobre António  Cândido.

PERFIL

  • António Cândido Ribeiro da Costa nasceu em Fridão, no concelho de Amarante, a 29 de março de 1850 e faleceu em Candemil, no mesmo concelho, a 24 de outubro de 1922.
  • Pelos seus dotes de orador, nomeadamente parlamentares, ficou conhecido pelo cognome “Águia do Marão”, que lhe foi atribuído por Camilo Castelo Branco.
  • Cursou Teologia em Braga e foi ordenado presbítero, em 1871, tendo-se licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1877, onde prestou provas de doutoramento no ano seguinte.
  • António Cândido foi deputado, par do Reino, ministro do Reino, conselheiro do Estado e procurador-geral da Coroa e Fazenda (1896-1910).
  • Foi membro do Instituto de Coimbra, vice-presidente da Academia Real das Ciências, e recebeu, como distinções honoríficas, a grã-cruz da Ordem de Santiago do Merecimento Científico, Literário e Artístico e as insígnias da Ordem de Carlos III de Espanha.

António Orlando

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