Linha do Douro só ficará eletrificada na melhor das hipóteses em finais de 2025

TRANSPORTES. A região atravessada pela Linha do Douro volta a ser das mais prejudicadas pelos atrasos na execução das obras de modernização. Programa Ferrovia 2020 apenas tem 15% das obras concluídas

Em 2016, o programa Ferrovia 2020 previa que as obras de eletrificação do troço Marco-Régua começassem no segundo trimestre de 2018 e ficassem concluídas no final de 2019.

O investimento na empreitada era de 46,6 milhões de euros, com financiamento comunitário de mais de 70% (33,5 milhões de euros).

No último verão a Eletrificação deste o troço da Linha do Douro entre Marco de Canaveses e Régua ainda aguardava autorização do Ministério das Finanças. Depois, é necessário esperar três anos pela conclusão das obras. Ou seja, na melhor das hipóteses apenas ficará concluída no final de 2025.

Já o processo de eletrificação da Linha do Douro no percurso Caíde-Marco de Canaveses, continua a aguardar pelos trabalhos de instalação de sinalização eletrónica neste troço – previstos no Ferrovia 2020 – apenas serão executados durante o ano de 2023.

No todo nacional o programa de investimentos Ferrovia 2020 ainda só tem 15% das obras concluídas. Mais de seis anos depois da sua apresentação, a iniciativa para obras nas linhas de comboio acumula atrasos um pouco por todo o país. O Ferrovia 2020 tem um investimento superior a dois mil milhões de euros e conta com financiamento de fundos comunitários em mais de 50%.

“Esperamos ter o programa terminado no final de 2023”, referiu Pedro Nuno Santos . No entanto, há pelo menos uma obra que apenas ficará concluída no final de 2025. É o caso da eletrificação do troço entre Marco de Canaveses e Régua, na Linha do Douro, com orçamento total de 79 milhões de euros. Esta empreitada está a ser preparada para ser lançada.

Entre as obras a executar em 2023, estão as obras de construção do troço Évora-Elvas, a modernização da Linha da Beira Alta, a eletrificação dos troços da Linha do Oeste entre Meleças-Torres Vedras e Caldas da Rainha, modernização da Linha de Cascais e eletrificação da Linha do Algarve.

Nos caminhos de ferro também está previsto, para 2023, um orçamento de 38 milhões de euros para a execução do Programa Nacional de Investimentos 2030. A verba servirá para o lançamento de concursos públicos para estudos e projetos, como a reativação do troço Pocinho-Barca d’Alva, na Linha do Douro.

Ainda na área da ferrovia, Pedro Nuno Santos referiu que em 2023 será feita a adjudicação de 117 novos comboios urbanos e regionais – estava prevista para dezembro de 2022. No momento da assinatura do contrato, a empresa vencedora vai receber 81 milhões de euros.

António Orlando

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