ACES vai contratar três médicos tarefeiros mas é insuficiente para resolver o problema do SAP Baião  

SAÚDE. SAP está a funcionar, sem médico, só com um enfermeiro. Utentes são encaminhados para os SAP de Resende e Cinfães. 

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES Tâmega I), entidade que coordena o serviço de cuidados primários de saúde na região do Baixo Tâmega, reconhece que não tem um número de médicos suficiente que permita manter aberto o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Baião, localizado no Centro de Saúde local. Tal como o TTV noticiou, os utentes que recorrem ao serviço são obrigados a percorrer dezenas de quilómetros em busca de assistência médica. 

O SAP está sem médicos para atender os utentes que recorrem a esta unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e assim continuará no resto da semana. “Um enfermeiro está a encaminhar os utentes para os SAP de Resende e Cinfães. Em caso de urgência há sempre a possibilidade de recorrer aos médicos do Centro de Saúde, explica Teresa Moreno, a diretora executiva do ACES Tâmega I.

No SAP de Baião que funciona 24/24 horas, atualmente, existem três médicos que prestam serviço apenas 24 horas por semana. Na véspera da passagem de ano, um quarto médico rescindiu o seu contrato alegando que tinha encontrado no privado melhores condições de trabalho. Foi o suficiente para que de 30 de dezembro até 2 de janeiro o SAP ficasse sem médico. Na, terça feira,  voltou a haver médico mas foi por pouco tempo. Na quarta-feira já não havia médico de serviço e não se sabe quando é haverá ainda que o ACES garanta que está a ser alinhavada a contratação de novos clínicos. “Depois de muito esforço conseguimos encontrar três médicos que se disponibilizaram a trabalhar no SAP de Baião. Estamos juntamente com a ARS-Norte a trabalhar a parte burocrática no sentido de minimizar este problema a curto prazo”, adianta Teresa Moreno. 

Segundo a responsável, um dos novos médicos disponibilizou-se a fazer um horário de 12 horas por semana e os outros dois 24 horas (cada um) por semana. “Continuamos a tentar encontrar novos profissionais mas é difícil convencê-los a trabalhar nestas condições”, admite a responsável do ACES.

As condições, leia-se valor pago à hora, custa atualmente 26 euros por cada hora de serviço de médicos especialistas e 22 euros/hora aos outros clínicos sem especialidade. Os valores são pagos em regime de prestação de serviço. No privado, “há quem esteja a pagar acima dos 30 euros”. 

A falta de médicos do SAP foi denunciada pela concelhia do PSD Baião, em comunicado, onde exigiu à autarquia local uma  tomada de “posição enérgica, nomeadamente, que peça explicações ao Ministério da Saúde” no sentido de resolver o problema.

O município, contactado pelo TTV, garantiu que está a “acompanhar a situação com o ACES Tâmega I e espera que a falta de médico no SAP de Baião se resolva a curto prazo”.

António Orlando

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