CRIME. Arguidos usavam carros oficiais para fins pessoais

Onze administradores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), entre eles o atual presidente, Carlos Alberto Silva, foram acusados pelo Ministério Público (MP) de crimes de peculato de uso, por suspeitas de terem, durante cerca de um ano e meio, utilizado viaturas oficiais para uso pessoal, por exemplo durante as férias.
Por terem produzido um documento destinado a legitimar o alegado uso abusivo dos veículos, sete dos arguidos vão também responder por abuso de poder, revela o Jornal de Notícias.
Segundo a fonte, a acusação visa duas administrações. Os gestores que estiveram à frente dos destinos do CHTS nos mandatos entre 2013 e 2015, com Carlos Vaz como presidente, e entre 2016 e 2018, com Carlos Alberto Silva na liderança. Das 17 viaturas de serviço que possuía o CHTS, seis eram afetas à administração.
Segundo a acusação, citada pelo JN, entre janeiro de 2016 e maio de 2018, os arguidos usaram os carros para se deslocarem entre as respetivas casas e o local de trabalho. Mas também para “executarem deslocações pessoais fora do seu horário de trabalho, em dias de descanso semanal e em período de férias, gerando gastos com abastecimento de combustível e pagamento de portagem e parques de estacionamento”.


