AMBIENTE. O investimento superior a 3, 1 milhões de euros duplica, “a fonte” de abastecimento municipal que estava cingida ao rio Ovil, um pequeno afluente do Douro.

“Acabou” o problema que “começava a ser sério” de escassez de água na rede pública de Baião nos meses de verão e outono. O anúncio foi feito na sexta-feira por António Borges, administrador da empresa Águas Douro Paiva, na presença do Secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, ao inaugurar um conjunto de novas infraestruturas para captação e reserva de água do rio Douro, em Baião.
Para tal, foi construída uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no lugar do Abelhal, respetiva conduta elevatória e reservatórios do Sobreiral e da Pousada, no valor de 2.042.923 euros. O remanescente do investimento, cerca de 1 milhão de euros, permitiu a construção de rede de abastecimento em “alta” que faz a ligação entre o reservatório de Amarelhe e o Reservatório de Valadares, reforçando desse modo o abastecimento de água à zona nascente do concelho.

O desafio, reconhece Paulo Pereira, autarca de Baião, é agora pedir às populações para que se liguem à rede, quer por questões ambientais e de saúde, quer para sustentabilidade do sistema, “de modo a que as tarifas não aumentem”, ressalvou. A distribuição de água passa à porta de 80% das habitações do concelho, mas apenas 52% dos fogos estão ligados. A taxa de saneamento fica-se pelos 39% num concelho composto por 175 km2, repartidos por 560 lugares “onde vivem pessoas”.

O secretário de Estado, aproveitou a ocasião para destacar o périplo que esta semana fez do Algarve a Baião, passando por Vila Real para avaliar como estão a evoluir as massas de água. Nos últimos 20 anos as disponibilidades hídricas do país, reduziram 20%, é muito visível no Algarve e Alentejo e já começa a atingir alguns concelhos do interior. Temos que olhar para os territórios e exigir aos organismos públicos investimento tal como hoje aqui presenciamos”, disse Hugo Pires.


