CULTURA. A escritora Joana Bértholo venceu o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz com a obra “A História de Roma”.

O prémio tem o valor de 10 mil euros e distingue, a cada dois anos, uma obra de ficção de um autor com menos de 40 anos.
“A obra ([A História de Roma] recupera a ideia da narrativa enquanto viagem, e nela o desenvolvimento de um processo de autoconhecimento. O romance explora a fronteira da ficção e da não-ficção, nunca se desviando da literatura. A errância geográfica e amorosa alicerça-se na maturidade literária e estilística da autora, que faz de ‘A História de Roma’ uma obra original, resgatando da banalidade um dos temas mais recorrentes da literatura”, justificou o júri, composto por Bruno Vieira Amaral, Carlos Reis, Isabel Lucas, Luísa Mellid-Franco e Manuel Pereira Cardoso. O prémio foi atribuído por unanimidade.
Joana Bértholo nasceu em 1982, em Lisboa, onde se licenciou em Design de Comunicação. A autora doutorou-se em Estudos Culturais em Frankfurt, na Alemanha. A escritora tem recebido várias distinções, como o prémio de melhor livro infantojuvenil da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2018, para “Museu do Pensamento”, e o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, em 2009, para “Diálogos para o Fim do Mundo”, entre outros.
A entrega do prémio vai acontecer no dia 23 de setembro na sede da Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, em Baião.
Os restantes finalistas para a edição deste ano eram Catarina Costa, João Pedro Vala, João Reis e Ricardo Lemos.
A História de Roma | Sinopse
Duas pessoas que foram outrora um casal encontram-se passados dez anos de se separarem. Ela, lisboeta, condu-lo a ele, o estrangeiro, por diferentes percursos na sua cidade, enquanto desnovelam memórias. Na tentativa de estabelecer um passado comum, raros são os trajetos que coincidem. Resta-lhes os nomes de certas ruas, de certas cidades – Buenos Aires, Berlim, Marselha, Beirute – que se tornam topografias íntimas, que não poderão mais ser visitadas, como o nome da filha que nunca tiveram.




