POLÍTICA. O líder dos social-democratas discursou, na sexta-feira, em Amarante, num jantar comício de celebração do 10º aniversário da conquista da câmara local ao PS através da coligação PSD/CDS Afirmar Amarante.
Luís Montenegro, presidente do PSD, apontou o dedo aos partidos que formaram o governo da geringonça de estarem a atirar as pessoas para os serviços privados de saúde e educação.
Montenegro expôs os setores da saúde e da educação como exemplos de que “o país estava melhor em 2015 do que está hoje, em 2023, apesar do esforço que fizemos no período entre 2011 e 2015”, começou por sublinhar.
“Hoje há mais portugueses sem médico de família do que em 2015. Com metade do dinheiro que hoje se gasta no sistema de saúde nós tínhamos uma capacidade de resposta, um acesso dos utentes ao SNS, melhor do que hoje existe em Portugal”, acrescentou.

Na escola pública, Montenegro lembrou que no tempo da governação sob o jugo da troika “não havia falta de professores” no início dos anos letivos e com “melhores resultados nas disciplinas nucleares” – Português, Matemática e Ciência. “Não tínhamos professores em guerra aberta com a tutela. Estávamos a ser mais justos dando uma oportunidade igual para todos. Hoje em Portugal quem tem dinheiro vai para o ensino privado, quem não tem vai para a escola pública e sujeita-se, infelizmente, a ficar para trás”, disse o social-democrata.
Ainda segundo Luís Montenegro, no ensino privado “não há uma única vaga. Só no ensino secundário, 25% dos alunos portugueses já estudam em escolas privadas”, garantiu.

Deste modo, o social democrata concluiu: “os maiores amigos das empresas privadas da saúde e educação são os socialistas, os comunistas e os bloquistas que, ao abandonarem os sistemas públicos – a escola pública e as unidades de saúde públicas – empurram as pessoas para a oferta do sistema privado, com uma diferença: só vai ao privado quem tem dinheiro, quem não tem dinheiro fica na porta do hospital, na porta do centro de saúde e na escola que não tem professores”, disse.
Lembrando que quem governou Portugal nos últimos anos “não foi nenhum partido liberal, ou neoliberal de uma direita assustadora”, mas sim “os socialistas, os comunistas e os bloquistas”.
O pior, no entender de Luís Montenegro, é que “ninguém acredita que o Orçamento do Estado, apresentado esta semana, resolva algum destes problemas. “O primeiro-ministro acha que o problema das urgências são os utentes. Amanhã, talvez vá dizer que o problema nas escolas são os alunos. Não Dr. António Costa, o problema é a incompetência dos governos do Partido Socialista”, concluiu.



