Incêndio destrói fabrica de armazenamento de frutas na Zona Industrial do Marco

FOGO. Um incêndio deflagrou esta madrugada na Prosa, empresa de produtos e serviços agrícolas localizada na zona industrial no Marco, concelho de Marco de Canaveses. Não há registo de feridos.

As chamadas terão deflagrado cerca das 02.58 horas da madrugada de domingo num conjunto de palotes de plástico no exterior do edifício.

O fogo apesar de dado como controlado, ao inicio da tarde continuava bastante ativo, com uma coluna de fumo negro visível a vários quilómetros.

A prioridade dos bombeiros é evitar que as chamas se propaguem para a denominada zona de frio da empresa onde existe forte concentração de Amoníaco que pode provocar uma explosão. A existência de plásticos (palotes) tem dificultado as operações dos bombeiros. Um deles já teve de receber auxílio por exaustão e inalação de gases.

Os danos são avultados e estão a preocupar a população local pelo risco de perda de emprego de quem ali trabalha. “É tudo gente daqui, das redondezas. Esperamos que volte a ser o que era até aqui, porque há mais de dez famílias que dependem do ordenado da empresa”, contou ao TTV Maria Pinto, moradora local.

As chamas terão tido início cerca das 3 horas numa parede de palotes de plástico, no exterior do edifício, propagando-se para o interior, e a intensidade das chamas obrigou os bombeiros a recuar. “Como não conseguimos fazer o combate no interior devido à temperatura e dificuldades de acesso, estamos num combate defensivo para provocar o arrefecimento para que seja possível colocar homens no interior”, explicou, por volta do meio-dia, Sérgio Silva, comandante dos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses.

Quando os operacionais chegaram ao local do incêndio, depararam-se com o fogo no exterior. “Entretanto, as chamas passaram para o interior, para as câmaras de frio, que estão carregadas de palotes de plástico”, referiu. A existência de grandes quantidades de amoníaco, substância que pode transformar-se num agente explosivo, foi uma das maiores preocupações dos bombeiros, mas a sua “proteção foi assegurada”, disse o responsável, escudando-se a alimentar hipóteses sobre a origem do fogo. 

Dada a intensidade do fogo, não foi possível salvar nenhuma da fruta armazenada nas zonas afetadas pelo incêndio.

Ao início da tarde, a proteção civil local anunciou “um corte de água nas imediações, de forma a canalizar a água para a área do incêndio”.

O alerta foi dado às 02.58 horas e foram mobilizados um total de 37 operacionais dos Bombeiros de Marco de Canaveses, de Castelo de Paiva, de Baião, Vila Meã e Penafiel apoiados por 13 viaturas.

Devido à existência de  “matérias perigosas” Os bombeiros sapadores do Porto juntaram-se ao efetivo que combate o incêndio.

António Orlando

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