TRABALHO. O protesto incluiu a colocação de batas de trabalho num estendal e um cartaz com a mensagem: “39 anos de trabalho e dois de tortura e violência psicológica”.
Um grupo de funcionárias da Temasa – Têxtil do Marco SA, situada em Marco de Canaveses, manifestou-se contra o encerramento da fábrica e denunciou condições abusivas de trabalho impostas pelo patrão.

A empresa entrou com um pedido de insolvência no Tribunal de Marco de Canaveses a 17 de fevereiro, e as funcionárias aguardam a nomeação do gestor de insolvência. Segundo os relatos, os sinais de má gestão e exploração financeira eram evidentes há anos, com o patrão a tentar forçar as saídas sem garantir os direitos laborais. As funcionárias alegam que foram alvo de insultos, pressões para rescisões desvantajosas e mesmo agressões psicológicas.
A fábrica, que produzia vestuário para adultos e crianças, enfrentava dificuldades financeiras, com atrasos salariais desde o verão e a falta de pagamento do subsídio de Natal. O pavilhão onde funcionava foi vendido no ano passado, agravando a incerteza sobre o pagamento de dívidas e salários.

As funcionárias pedem investigação sobre o padrão de gestão do empresário, que já teria encerrado outras empresas após aproveitar apoios financeiros. Enquanto aguardam a oficialização dos despedimentos e o acesso ao subsídio de desemprego, continuam a exigir respostas das autoridades e a apelar a medidas governamentais para evitar situações semelhantes. O dono da empresa não respondeu às tentativas de contacto para esclarecimentos.


