O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que a prioridade do Governo é eletrificar “toda a linha” do Douro, incluindo os troços até ao Pocinho e posteriormente até Barca d’Alva, encerrado desde 1988.
As declarações foram feitas na Estação do Peso da Régua, distrito de Vila Real, durante a cerimónia de arranque da obra de eletrificação do troço Marco de Canaveses-Régua, adjudicada por 110 milhões de euros, com prazo de execução de três anos. O investimento global neste troço ascende a 165 milhões de euros, dos quais 70 milhões são financiados por fundos comunitários.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), o montante global previsto para a modernização da Linha do Douro, entre Caíde e Barca d’Alva, ronda os 460 milhões de euros. Atualmente, o troço entre Caíde e Marco de Canaveses já se encontra eletrificado e modernizado, num investimento de 33 milhões de euros.
Está igualmente em curso o projeto de modernização do troço entre Peso da Régua e Pocinho, avaliado em 180 milhões de euros, bem como os estudos para a ligação final até Barca d’Alva, estimada em 80 milhões de euros.
O governante sublinhou que a eletrificação do Douro é uma “obra essencial” para a região, com impacto no turismo, nas exportações e na cultura. Relativamente à reativação da linha entre Pocinho e Barca d’Alva, Pinto Luz destacou que se trata de um troço com menor população e valor comercial reduzido, o que exigirá “soluções criativas” com envolvimento das autarquias, entidades regionais e turismo.

O ministro frisou que o desafio passa por conciliar sustentabilidade económica com a valorização cultural e turística da linha, sem comprometer a viabilidade financeira da CP.
A Linha do Douro liga o Porto ao Pocinho, numa extensão de 171 quilómetros, e a sua eletrificação total é reivindicada há vários anos por autarcas e entidades locais.


