ALIMENTAÇÃO. Crianças das escolas de Amarante concluíram a 1.ª fase do “Frutificar” com a plantação das sementes que irão colher na primavera
A primeira fase do “projeto Frutificar” chegou esta sexta ao fim com centenas de crianças do pré-escolar público de Amarante a lançarem à terra as sementes que irão colher na primavera, dando início ao ciclo agrícola que acompanha todo o ano letivo. A atividade integra a reativação das hortas escolares — implementada este ano em todos os jardins de infância — e reforça o carácter prático e sensorial da iniciativa municipal de educação alimentar e ambiental.

Criado há uma década pela autarquia de Amarante, o Frutificar, segundo o Município já envolveu mais de seis mil crianças, promovendo hábitos saudáveis e contribuindo para a prevenção da obesidade infantil. “A participação direta no processo de plantar, cuidar e colher aumenta a recetividade dos mais novos à experimentação de novos alimentos”, explica Eugénia Teixeira, a nova vereadora da Saúde e Educação da Câmara de Amarante.
Entre 14 de outubro e 21 de novembro, as crianças participaram na história “O dia em que a fruta desapareceu”, em atividades sensoriais, jogos e na plantação acompanhada por arboricultores. A segunda fase do projeto “decorre na primavera, com o acompanhamento das hortas, a colheita e a confeção de uma receita simples com os produtos cultivados”.

Anualmente, o programa chega a cerca de 800 crianças e combina a oferta semanal de fruta e hortícolas com sessões lúdico-pedagógicas reforçadas por materiais como o bingo da sustentabilidade e o caderno de atividades Frutificar. A autarquia justifica esta aposta com os baixos níveis de consumo de fruta e legumes entre as crianças portuguesas, abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde.

O Frutificar integra a estratégia municipal de promoção da saúde infantil, que inclui também a distribuição gratuita de dois lanches diários a 2.340 crianças do pré-escolar e 1.º ciclo. “O projeto tem impacto real na mudança de comportamentos, na literacia alimentar e no envolvimento da comunidade educativa”, garante a vereadora.




