ÓBITO. O empresário António Mota, ex-presidente da Mota-Engil, morreu este domingo, no Porto, aos 71 anos, anunciou o grupo em comunicado.
A empresa destacou o dirigente como um “líder histórico”, “carismático” e “visionário”, que presidiu ao grupo durante mais de 27 anos, entre 1995 e janeiro de 2023.

A Câmara de Amarante manifestou “profundo pesar pelo falecimento do Eng.º António Mota”, figura destacada do setor empresarial português e “amarantino de referência”, recordando que o empresário foi distinguido com a Medalha de Honra do Município a 8 de julho de 2023. Em comunicado, a autarquia sublinha que António Mota era “um homem profundamente ligado às suas origens”, que “levou Amarante no coração e elevou o nome da sua terra ao mais alto nível”.
Como homenagem póstuma, o Município decretou Luto Municipal para o dia 1 de dezembro, determinando “o hastear da bandeira municipal a meia-haste em todos os edifícios municipais”. A autarquia acrescenta ainda que “todas as atividades natalícias previstas para esse dia serão adiadas para domingo, 7 de dezembro”.
À família, amigos e colaboradores do Grupo Mota-Engil, a Câmara Municipal expressa “as mais sentidas condolências”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou pesar, sublinhando que António Mota “marcou o mundo empresarial e a sociedade portuguesa”, dando continuidade ao legado do pai e projetando o grupo a nível global. Marcelo recordou ainda a capacidade do empresário para conjugar “liderança e empatia, humanidade e dinamismo, simplicidade e eficácia”.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também reagiu, apresentando condolências à família, amigos e colaboradores. Numa mensagem publicada na rede social X, destacou o “empreendedor que tornou global uma empresa familiar portuguesa”, deixando uma “marca incontornável” na economia nacional.
O que as minhas irmãs e eu pensamos é deixar aos nossos filhos (entre nós temos dez) tanto trabalho quanto o pai nos deixou a nós. Que haja desafogo financeiro para as pessoas terem uma vida confortável, mas que, para continuar a ter essa vida desafogada, tenham que trabalhar. Que não seja dinheiro fácil.
António Mota, empresário amarantino que liderou uma das maiores empresas de Portugal no Mundo




