DOPING. O Tribunal de Penafiel condenou esta sexta-feira o patrão da antiga equipa de ciclismo W52-F. C. Porto, Adriano Quintanilha, e o diretor-desportivo, Nuno Ribeiro, a penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses por uso de substâncias dopantes pelos ciclistas da equipa.
OO antigo patrão da equipa de ciclismo W52-F. C. Porto, Adriano Quintanilha, e o então diretor-desportivo, Nuno Ribeiro, foram esta sexta-feira, 12 de dezembro, condenados a penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses pelo esquema de doping que envolveu ciclistas da equipa.

O julgamento da operação “Prova Limpa”, que contou com 26 arguidos, incluindo ex-ciclistas, decorreu num pavilhão anexo ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. Segundo o presidente do coletivo de juízes, “resultaram provados praticamente todos os factos” da acusação do Ministério Público.
O tribunal considerou que Adriano Quintanilha pagava as substâncias dopantes e tinha sempre a decisão final sobre a sua utilização, enquanto Nuno Ribeiro adquiria os produtos, fazia a ligação com os ciclistas e dava instruções sobre o uso das substâncias. Os atletas foram condenados a penas suspensas ou ao pagamento de multas.
O contabilista da equipa, Hugo Veloso, foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, mas a pena foi suspensa. Nenhum outro arguido recebeu pena de prisão efetiva; a maioria foi punida com penas suspensas, e João Rodrigues e Marco Ferreira foram absolvidos.
O advogado de Nuno Ribeiro anunciou que irá recorrer da condenação do seu cliente. Durante o julgamento, o ex-diretor da W52-F. C. Porto declarou que “todos os ciclistas se dopavam”, enquanto Quintanilha negou envolvimento e acusou Ribeiro de mentir. O Ministério Público também acusou um inspetor da PJ de auxiliar Quintanilha no esquema.


