INCLUSÃO. O Município do Marco de Canaveses, em parceria com a Rede Social, lançou o projeto inovador “Culturalidades”, que utiliza o Teatro do Oprimido na vertente de teatro fórum para dar voz a grupos populacionais vulneráveis, incluindo idosos isolados, vítimas de violência doméstica, cuidadores informais, migrantes e crianças com deficiência ou incapacidade.

A iniciativa, pioneira no concelho, transforma os participantes de espetadores passivos em protagonistas, permitindo-lhes ensaiar soluções para problemas sociais representados em palco. A metodologia, desenvolvida pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal, foca-se na participação ativa e no empoderamento dos cidadãos.
O projeto arrancou numa fase piloto com um grupo de mulheres, envolvendo sessões de exploração criativa de histórias de vida e direitos humanos, culminando numa apresentação pública. O público é convidado a intervir, substituindo atores e testando soluções para os desafios apresentados.
Entre os objetivos do “Culturalidades” estão o fortalecimento da participação cívica, o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, como pensamento crítico e comunicação, a recolha de informação para melhorar políticas sociais locais e a sensibilização da comunidade para questões de vulnerabilidade e direitos humanos.

Integrado na operação “Participação ativa, igualdade de oportunidades e não discriminação de grupos vulneráveis de Marco de Canaveses”, o projeto conta com apoio do Programa Regional do Norte 2021-2027 (NORTE2030), Portugal 2030 e da União Europeia.
O “Culturalidades” representa um marco na intervenção social do concelho, combinando arte, educação e ação social, colocando os cidadãos no centro da discussão e da resolução dos problemas que os afetam.
SABER MAIS:
O Teatro do Oprimido (TO) é uma metodologia teatral revolucionária criada pelo brasileiro Augusto Boal, que transforma o espectador em “espect-ator” para analisar e encenar problemas sociais, visando a conscientização e a transformação da realidade através da participação ativa, usando técnicas como Teatro-Fórum e Teatro Invisível para empoderar pessoas e promover o diálogo crítico. Baseado na pedagogia de Paulo Freire, o TO democratiza o teatro, permitindo que grupos oprimidos tomem posse da cena para ensaiar ações de libertação, combatendo a opressão de forma não violenta e criativa


