CRIME. Sérgio Ribeiro, militar da GNR condenado a 13 anos de prisão por um esquema de burlas a idosos, barricou-se esta terça-feira à tarde no posto territorial de Felgueiras, depois da chegada de inspetores da Polícia Judiciária para o deterem e conduzirem ao cumprimento da pena. O militar encontra-se armado, tendo sido acionadas equipas de negociadores e de intervenção.
Segundo informações recolhidas pelo JN, a equipa de negociadores da GNR do Porto foi mobilizada ao início da noite e conseguiu já estabelecer contacto com o condenado, que se terá fechado na caserna após ter conhecimento de que iria ser preso.

Pelas 20 horas, Sérgio Ribeiro encontrava-se isolado no interior das instalações, sem acesso ao armeiro do posto. No exterior, estavam vários veículos da GNR e uma ambulância, por precaução.
O militar foi condenado por burlar idosos em centenas de milhares de euros. A pena de 13 anos de prisão foi aplicada pelo Tribunal de Guimarães em 2022 e confirmada, em março de 2025, pelo Supremo Tribunal de Justiça, que rejeitou o recurso apresentado pela defesa.
No acórdão, os juízes consideram a pena “equilibrada” e “proporcional”, sublinhando que responde às exigências de prevenção geral e especial, sem ultrapassar a culpa do arguido. O Supremo deu como provado que Sérgio Ribeiro foi o instigador de um esquema fraudulento superior a 400 mil euros, recorrendo inclusivamente ao pai para pedir dinheiro a conhecidos, com o objetivo de sustentar um estilo de vida luxuoso, partilhado com a mulher, auditora de justiça e futura juíza.
Entre os gastos apurados estão viagens ao estrangeiro, aquisição de roupa de marcas de luxo, automóveis de gama alta e refeições em restaurantes de luxo. A defesa alegava que a pena era excessiva e defendia uma condenação até cinco anos de prisão, suspensa na sua execução, argumento que foi rejeitado pelo Supremo.

