A Câmara Municipal de Amarante passou a poder intervir e investir no Parque Florestal de Amarante, na sequência da assinatura de um protocolo de colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O acordo permite o arranque imediato de ações de requalificação e valorização daquele espaço verde, considerado estruturante para o lazer e a qualidade de vida da população.
O protocolo resulta de várias reuniões entre o Município e o ICNF e é autónomo da ação judicial que decorre nos tribunais relativa à Quinta de Codeçais, integrada no Parque Florestal desde 1922. “Independentemente da decisão que vier a ser proferida, podemos começar já a trabalhar na nova vida para o pulmão verde de Amarante”, afirmou o presidente da Câmara, Jorge Ricardo.

Entre as principais intervenções previstas destaca-se a criação do Parque Multifuncional da Florestal, um projeto com um investimento estimado em 800 mil euros, inscrito no orçamento municipal para 2026, aprovado pela Assembleia Municipal a 27 de dezembro de 2025. O ICNF irá comparticipar a iniciativa com 150 mil euros.
O plano de intervenção inclui a requalificação e manutenção das áreas públicas de visitação, a demolição de antigas estruturas utilizadas como aviário, bem como trabalhos de desmontagem, abate e poda de árvores por razões de segurança. Está também prevista a fase inicial de um projeto municipal de promoção e conservação da floresta.
As zonas de fruição pública deverão ser transformadas num espaço verde multifuncional, com clareiras de utilização social, áreas de sombra, contacto direto com a natureza e reforço da biodiversidade, através da integração de espécies autóctones. O projeto contempla ainda a criação de uma área de apoio ao estacionamento automóvel.
Apesar da intervenção municipal, o Parque Florestal continuará a acolher serviços da Direção Regional do ICNF e o Centro Nacional de Sementes Florestais. O instituto manifestou ainda interesse na proposta de cogestão apresentada pelo Município, enquadrando-a na sua política de cooperação com entidades locais para a utilização sustentável dos recursos naturais.
“É um passo muito importante para o lazer dos amarantinos. O Parque Florestal assume um papel primordial na vida da nossa população, enquanto espaço de fruição, de contacto com o rio Tâmega e de utilização social”, sublinhou Jorge Ricardo.


