Reabilitação urbana mantém peso relevante no Tâmega e Sousa

IMOBILIÁRIO. O setor da reabilitação urbana registou um abrandamento no final de 2025, embora continue a apresentar uma atividade globalmente positiva, com impacto significativo na região do Tâmega e Sousa, onde este segmento tem assumido um papel crescente na dinamização económica local

De acordo com o Barómetro da Reabilitação Urbana da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), os principais indicadores do setor evidenciam uma desaceleração em novembro de 2025. O índice de nível de atividade aumentou 1,6% em termos homólogos, um crescimento inferior ao observado nos meses anteriores, sinalizando um arrefecimento do ritmo de expansão.

Apesar deste contexto, a procura mantém sinais de resiliência. O índice da carteira de encomendas registou uma variação homóloga de 3,9%, enquanto a produção contratada — que mede os meses de trabalho garantido a um ritmo normal — se fixou em 8,3 meses, traduzindo uma situação de estabilidade face ao período homólogo.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), igualmente analisados no relatório, apontam para uma evolução moderada no número de licenças emitidas para obras de reabilitação, sobretudo no segmento habitacional. Já a reabilitação não residencial revela sinais de maior contenção.

No Tâmega e Sousa, território marcado por um parque edificado envelhecido e por uma forte presença de pequenas e médias empresas ligadas à construção, a evolução acompanha a tendência nacional. Ainda assim, a reabilitação urbana continua a ser determinante para a revitalização dos centros urbanos, a valorização do edificado existente e a adaptação de imóveis a novos usos, mantendo um nível de atividade considerado relevante.

A AICCOPN sublinha que os indicadores refletem um ajustamento do mercado após um período de crescimento mais intenso, sem sinais de rutura, mas com maior prudência por parte dos agentes económicos. A associação destaca que a evolução do setor dependerá, nos próximos meses, da estabilidade económica, do acesso ao financiamento e da manutenção dos incentivos à reabilitação urbana — fatores particularmente importantes para regiões como o Tâmega e Sousa, onde este segmento constitui um motor essencial da economia local.

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