CULTURA. Andreia C. Faria, André Osório, Frederico Neves Parreira, Miguel Bonneville, Rodrigo Vieira Dias e Tânia Ganho são os autores selecionados para as Bolsas de Residência Literária Eça de Queiroz 2025/2026, após deliberação unânime do júri, reunido a 23 de dezembro, revelou a Fundação Eça de Queiroz (FEQ). Foram ainda escolhidos quatro suplentes: Rafael Gallo, Sandra Inês Cruz, Judite Canha Fernandes e Murillo Guimarães.

A decisão provém da “avaliação de 109 candidaturas admitidas a concurso”, tendo o júri — composto por Filipa Melo, Jorge Reis-Sá e José Manuel Cortês — considerado critérios como o domínio da linguagem artística, a qualidade cultural e literária dos projetos apresentados, a adequação das propostas à duração da residência e o percurso dos candidatos.
As Bolsas de Residência Literária Eça de Queiroz resultam de uma parceria entre a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e a Fundação Eça de Queiroz, “constituindo o mais significativo programa de residências literárias remuneradas para residentes em Portugal, com o objetivo de promover a criação literária em língua portuguesa”, sublinha a FEQ.
Cada temporada corresponde a uma residência de um mês em Tormes, sede da Fundação Eça de Queiroz, local intimamente ligado à obra do escritor e que serviu de inspiração ao romance A Cidade e as Serras. Os autores selecionados beneficiam de alojamento numa casa autónoma, com todas as despesas asseguradas, e recebem honorários no valor de 1.330 euros.
As estadas têm início a partir de fevereiro. Em edições anteriores, o programa acolheu em Tormes autores como Isabela Figueiredo, Maria Antónia Oliveira, Francisco Mota Saraiva, João Pedro Vala, Susana Moreira Marquês, Rita Taborda Duarte e Inês Bernardo, entre outros.


