As eleições presidenciais realizam-se este domingo, num momento político marcado por instabilidade governativa e por um debate intenso sobre o papel do chefe de Estado. O resultado poderá influenciar o equilíbrio institucional e a relação entre Belém e São Bento nos próximos cinco anos.
O que está em jogo
- A escolha do próximo Presidente da República, com poderes para nomear o Governo, fiscalizar a sua ação e, em casos extremos, dissolver o Parlamento.
- A possibilidade de coabitação política, dependendo da relação entre o Presidente eleito e o atual Executivo.
- Uma leitura política sobre o estado da opinião pública e o posicionamento das forças partidárias.
Candidatos em disputa
Dos 14 nomes que constam no boletim, 11 são candidatos válidos. Os três restantes foram excluídos pelo Tribunal Constitucional, mas os seus nomes não puderam ser retirados por razões técnicas e legais.
Candidaturas válidas:
- André Pestana
- Catarina Martins
- João Cotrim de Figueiredo
- Humberto Correia
- António José Seguro
- Luís Marques Mendes
- André Ventura
- António Filipe
- Henrique Gouveia e Melo
- Manuel João Vieira
- Jorge Pinto
Candidaturas rejeitadas (votos serão nulos):
- Joana Amaral Dias
- Luís Ricardo Moreira de Sousa (ex-vereador do PSD na Câmara de Paredes)
- José António Cardoso

Quando e como votar
- Data da eleição: domingo, 18 de janeiro
- Horário das urnas: das 8h00 às 19h00
- Eleitores que estejam dentro da assembleia de voto até às 19h00 podem votar após essa hora.
Voto antecipado
O voto antecipado em mobilidade decorreu no passado domingo, com elevada participação. Os votos serão contabilizados na noite eleitoral.
Segunda volta: em que condições?
A Constituição prevê uma segunda volta caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos. Se necessário, o novo sufrágio realiza-se duas semanas depois, entre os dois candidatos mais votados.


