Hospital de Amarante no centro da estratégia de reforço da ULS Tâmega e Sousa

SAÚDE. O Hospital de Amarante assume um papel central na nova estratégia de reforço da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa, no âmbito da resposta às atuais dificuldades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A garantia foi deixada esta manhã pelo Diretor Executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida, e pelo Presidente do Conselho de Administração da ULS, José Luís Gaspar, durante a visita da Ministra da Saúde e da Direção Executiva do SNS ao Hospital Padre Américo, em Penafiel.

A comitiva governamental esteve reunida com o Conselho de Administração da ULS-TS e visitou a farmácia hospitalar e o serviço de urgências. Apesar da presença no local, a Ministra da Saúde optou por não prestar declarações aos jornalistas.

Álvaro Santos Almeida sublinhou que a ULS Tâmega e Sousa é uma das mais pressionadas da região Norte, devido ao desequilíbrio entre a capacidade instalada e as necessidades de uma população que ronda os 500 mil habitantes. Nesse contexto, o Hospital de Amarante surge como peça-chave na resposta imediata e futura.

Como solução de curto prazo, estão a ser contratadas cerca de 200 camas, das quais 150 serão afetas ao Hospital de Amarante e 50 ao Hospital de Penafiel, através de unidades do setor social e privado. Estas camas destinam-se sobretudo a responder às necessidades de internamento, incluindo internamento social, agravadas pelo envelhecimento da população e pelo impacto da epidemia de gripe.

José Luís Gaspar, atual presidente da ULS Tâmega e Sousa e antigo presidente da Câmara Municipal de Amarante, assumiu uma mudança clara de paradigma relativamente ao papel do hospital amarantino. Enquanto autarca, foi um crítico assumido da anterior gestão do então Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, que, segundo afirmou na altura, privilegiava o Hospital Padre Américo, em Penafiel, deixando o Hospital de Amarante vazio de funções.

Agora, à frente da ULS, garante que essa realidade está a ser invertida. “Estamos a reforçar o Hospital de Amarante, que tem uma vocação clara para a cirurgia de ambulatório e para o internamento”, afirmou. Nesse sentido, estão em curso obras para a “criação de uma nova sala de bloco operatório e de uma sala adicional de pequena cirurgia, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e conclusão prevista até ao final de junho”.

Paralelamente, a ULS candidatou-se, no âmbito do PT2030, ao reforço da capacidade de internamento em Amarante, alinhando-se com a estratégia de médio e longo prazo que prevê quase duplicar o número de camas disponíveis na região.

José Luís Gaspar rejeitou ainda críticas sobre alegada falta de informação aos profissionais relativamente ao plano de contingência de nível 3, afirmando que o mesmo “é público e transversal”. Com o abrandamento da epidemia de gripe, a administração acredita ser possível reduzir o nível de contingência “ainda durante este mês”.

Apesar das dificuldades, os responsáveis reiteram que o SNS está a responder melhor do que em anos anteriores, defendendo que o reforço do Hospital de Amarante será determinante para a sustentabilidade futura da resposta hospitalar no Tâmega e Sousa.

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