INCLUSÃO. Durante três dias, os alunos percorrem várias localidades, recuperando o costume de cantar à moda antiga e reforçando a ligação comunitária junto de quem mais sente a solidão.
A Universidade Sénior de Amarante iniciou esta terça‑feira, 20 de janeiro, mais uma edição das Janeiras, com os polos de Amarante e Vila Meã a levar música, tradição e momentos de convívio aos idosos mais isolados do concelho.

As condições meteorológicas obrigaram a ajustar o arranque da iniciativa. A primeira atuação da Tuna de Vila Meã, inicialmente prevista porta a porta, decorreu no interior da Associação Humanitária de Santiago.
A vice‑presidente da Câmara Municipal, Eugénia Teixeira, afirmou que “o mau tempo não podia travar aquilo que é essencial: a presença junto dos nossos idosos”, defendendo que a adaptação do formato “é sinal de responsabilidade e compromisso com uma iniciativa que cria laços, combate a solidão e reforça o sentimento de pertença à comunidade”.

As rondas prosseguiram na quinta‑feira, 22, com a Tuna de Amarante a visitar Covelo do Monte e o Centro Interpretativo do Mel, em Aboadela. A última atuação está marcada para esta sexta‑feira, 30 de janeiro, na Aldeia Velha, em Bustelo, podendo decorrer porta a porta ou em espaço coberto, consoante as condições meteorológicas
A autarca sublinha que o projeto vai além da vertente musical. “Não se trata apenas de cantar Janeiras, mas de bater à porta de quem muitas vezes passa dias sem visitas. Apesar da mudança, a surpresa e a felicidade com que os idosos recebem a tuna mostram que estamos no caminho certo”, afirmou.

Para Eugénia Teixeira, a ação traduz “de forma exemplar” a missão da Universidade Sénior: combater o isolamento, promover o envelhecimento ativo e proporcionar experiências culturais, sociais e educativas.


