Uma explosão ocorrida na manhã deste domingo numa habitação unifamiliar na aldeia de Valadares, no concelho de Baião, provocou a destruição total da casa e deixou uma família de três pessoas desalojada. O incidente aconteceu pouco antes das 10 horas e terá sido causado por uma fuga de gás na canalização interior da residência.
A deflagração foi de tal intensidade que o telhado e a placa da casa chegaram a levantar antes de voltarem a cair, espalhando destroços num raio que atingiu cerca de 100 metros. As janelas e portas foram projetadas para dezenas de metros e o interior da habitação ficou completamente destruído, com mobiliário e grande parte dos bens pessoais inutilizados. Os maiores danos registaram-se no primeiro andar do imóvel.
O único ferido foi o proprietário da habitação, que sofreu um corte no dedo médio do pé direito. A esposa, em estado de pânico após a explosão, foi assistida no local por uma equipa de psicólogos da Câmara Municipal de Baião. O casal e o filho, de 19 anos, ficaram desalojados e deverão ser acolhidos temporariamente por familiares na mesma freguesia.
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Baião, Alexander Pinto, a origem mais provável da explosão está numa fuga na canalização que transportava gás até ao esquentador.
“As botijas de gás estavam no exterior e não sofreram qualquer dano. A explicação mais credível é uma fuga na canalização que passava na caixa de ar entre duas paredes, onde o gás se terá acumulado”, explicou o responsável. Segundo o comandante, a explosão ocorreu no momento em que o proprietário entrou na casa de banho e acendeu a luz.
O estrondo foi ouvido em várias zonas da aldeia e alguns moradores relataram ter sentido zumbidos nos ouvidos devido à violência da explosão.
Também o presidente da Junta de Freguesia de Valadares, António Carneiro, confirmou que a habitação ficou totalmente destruída e que a família perdeu praticamente todos os bens. “A casa ficou sem condições de habitabilidade e a família perdeu grande parte do que tinha. A prioridade agora é retirar o que ainda possa ser recuperado e garantir apoio imediato”, afirmou.
No local estiveram nove operacionais, apoiados por três viaturas dos Bombeiros Voluntários de Baião, além de elementos da GNR, da Proteção Civil Municipal e da presidente da Câmara de Baião, Ana Raquel Azevedo. A equipa de investigação criminal da GNR deslocou-se igualmente ao local para afastar qualquer suspeita de origem criminosa.
“A família está muito abalada e, dentro das nossas possibilidades, continuaremos a prestar apoio psicológico através dos serviços técnicos da autarquia. A Câmara não teve necessidade, para já, de proceder ao realojamento das vítimas, uma vez que estas preferiram ficar alojadas em casa de familiares”, explicou ao tamega.tv Ana Raquel Azevedo.
As autoridades continuam a acompanhar a situação e a avaliar as condições de segurança da estrutura e da área envolvente.
Segundo a autarca, amanhã, segunda-feira, será feita uma nova avaliação aos estragos e será acionado o seguro. Ao que tudo indica, a recuperação da casa não será fácil, até porque as paredes estruturais da habitação deslocaram-se com o impacto da explosão. “Foi um milagre não terem ocorrido vítimas”, disse ao JN Ana Raquel Azevedo, presidente da Câmara de Baião.








