Mais de 20 mil alunos do distrito do Porto continuam sem aulas a várias disciplinas devido à existência de 162 horários por preencher nas escolas, segundo dados divulgados pela Fenprof.
A situação, que se mantém já próximo do final do segundo período letivo, afeta centenas de turmas, com casos de alunos sem determinadas disciplinas desde o início do ano escolar.

Em comunicado, a DORP do PCP considera o cenário “inaceitável”, apontando o desinvestimento na escola pública e a desvalorização da carreira docente como principais causas para a escassez de professores.
De acordo com a estrutura partidária, a falta de docentes tem vindo a agravar-se ao longo dos últimos anos, comprometendo aprendizagens e acentuando desigualdades no acesso à educação. A solução, defendem, passa pela valorização da profissão, com melhores salários, condições de trabalho e progressão na carreira, de forma a atrair novos profissionais e travar a saída de docentes do sistema.
O problema estende-se a outras áreas, com as escolas a enfrentarem também carências ao nível de assistentes operacionais, psicólogos e técnicos especializados, além de dificuldades estruturais em infraestruturas. No distrito, mais de 30 estabelecimentos de ensino necessitam de obras urgentes, sem que os municípios disponham de meios financeiros para as concretizar.
A DORP do PCP critica ainda a rejeição, no Parlamento, de propostas para financiamento dessas intervenções através do Orçamento do Estado, responsabilizando os sucessivos governos pela degradação das condições da escola pública.
Para o partido, a resposta exige um reforço do investimento público na educação, garantindo recursos humanos e financeiros que assegurem o direito à aprendizagem e melhores condições para alunos e profissionais.


