circulação ferroviária na Linha do Douro, entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, será retomada a 2 de abril, após a conclusão de obras de modernização e reforço da infraestrutura.
A informação foi comunicada pela Infraestruturas de Portugal às autarquias de Marco de Canaveses, Baião, Mesão Frio e Peso da Régua, confirmando o fim da suspensão do serviço ferroviário que vigorou nos últimos meses para permitir a realização da intervenção.

Durante este período, foram realizados trabalhos de reforço estrutural e rebaixamento da via em seis túneis, considerados essenciais para melhorar as condições de segurança e circulação. Com a conclusão desta fase, o transporte de passageiros será restabelecido numa altura de elevada procura, tanto por utilizadores habituais como por turistas que visitam a região do Douro. Os horários atualizados podem ser consultados no site da CP – Comboios de Portugal.
A empreitada de modernização e eletrificação deste troço, no valor de 110 milhões de euros, é um dos maiores investimentos atualmente em curso na Rede Ferroviária Nacional. Inclui a instalação de catenária, a modernização de estações e apeadeiros, a melhoria de acessos para pessoas com mobilidade reduzida, a intervenção em 40 taludes e o prolongamento das plataformas para 150 metros, permitindo a circulação de comboios mais extensos.A Estação da Régua será também requalificada, com melhorias nas salas de espera, bilheteiras, cafetaria e instalações sanitárias. No final da obra, prevê-se uma melhoria global da qualidade do serviço, com melhores interfaces e sistemas de informação ao público.

O troço entre Caíde e Marco de Canaveses já se encontra eletrificado, num investimento de 33 milhões de euros. Estão ainda em desenvolvimento o projeto de modernização entre a Régua e o Pocinho (cerca de 180 milhões de euros) e os estudos para o troço entre Pocinho e Barca d”Alva (estimados em 80 milhões de euros), elevando o investimento global na linha para cerca de 460 milhões de euros.
Atualmente, a Linha do Douro liga o Porto ao Pocinho, ao longo de cerca de 171,5 quilómetros, mantendo-se a ambição de eletrificação integral e reabertura do troço entre Pocinho e Barca d”Alva, encerrado desde 1988.




