Intervenções de proximidade e reparação de danos somam milhões; município aguarda apoio estatal para avançar com obras urgentes
A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, visitou esta sexta-feira, várias obras em curso no concelho, numa deslocação que incluiu intervenções de proximidade e trabalhos de reparação de danos provocados pelas recentes intempéries.

Entre as intervenções acompanhadas estão obras de acessibilidade, alargamento e pavimentação, muitas delas identificadas como prioritárias pelas juntas de freguesia e integradas no Orçamento Municipal. “São obras de proximidade, de acessibilidade, de alargamento e pavimentação, que respondem a necessidades concretas das populações”, explicou a autarca, referindo que os valores variam, em média, entre 40 e 60 mil euros, consoante a dimensão das intervenções.
Paralelamente, decorrem trabalhos associados aos estragos causados pelo mau tempo, nomeadamente em vias e infraestruturas danificadas em freguesias como Santa Cruz, Santa Marinha ou Gestaçô. “Há partes da estrada que abateram e têm de ser repostas. Aquilo que é mais prioritário neste momento são as vias e os muros que podem colocar em causa a segurança”, sublinhou.
Os prejuízos provocados pelas intempéries estão estimados em cerca de quatro milhões de euros em todo o concelho. Baião esteve sob situação de calamidade, o que permitiu ao município aceder ao Fundo de Emergência Municipal. Está prevista uma primeira tranche de cerca de 500 mil euros. “Não temos a certeza absoluta, mas esperamos receber este adiantamento, nos próximos dias, que será uma ajuda importante para resolver os problemas mais urgentes”, afirmou.
Ainda assim, a autarca reconhece que o apoio é insuficiente face à dimensão dos danos. “Os prejuízos foram avaliados em quatro milhões e recebemos, para já, 500 mil euros. Não é suficiente, mas dá-nos alguma segurança para atuar nas situações mais críticas”, disse.

A autarca garantiu que algumas intervenções avançaram antes mesmo da confirmação de apoios, por razões de segurança e acessibilidade. O município está agora a definir prioridades em articulação com as juntas de freguesia e a preparar concursos públicos para acelerar a execução das obras.
Questionada sobre a capacidade financeira da autarquia, Ana Raquel Azevedo assegurou que está a ser feita uma gestão criteriosa. “Não conseguimos cobrir a totalidade dos prejuízos com o Orçamento Municipal, mas estamos a garantir resposta ao mais urgente”, referiu.
Com cerca de seis meses de mandato, a presidente admite que a transição para funções executivas trouxe novos desafios. “Há muito trabalho invisível que está a ser preparado e que começará a dar resultados a curto e médio prazo”, afirmou, destacando uma estratégia de mudança gradual na gestão municipal.
Apesar das dificuldades, faz um balanço positivo do início do mandato. “É a maior honra da minha vida. Dá muito trabalho e exige dedicação total, mas estou a gostar muito”, concluiu, a jovem autarca do PSD que desapossou o PS do poder municipal após 18 anos de governação socialista.


