A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) reuniu, a 28 de abril, com a CCDR-NORTE e com a Comissão Diretiva do Programa NORTE 2030, no quadro da iniciativa Norte + Próximo, que pretende aproximar a governação regional dos territórios e reforçar a articulação com as entidades intermunicipais.
O encontro permitiu avaliar o andamento da execução do NORTE 2030 na sub-região e analisar o estado dos restantes instrumentos de financiamento em curso, num exercício de monitorização conjunta das dinâmicas de investimento público.
Reforço contratual de 206 milhões de euros
Um dos pontos centrais da reunião foi a assinatura da segunda adenda ao Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) entre a Autoridade de Gestão do NORTE 2030 e a CIM do Tâmega e Sousa. A atualização decorre da reprogramação intercalar aprovada pela Comissão Europeia em dezembro de 2025 e traduz-se num reforço da dotação global para 206,1 milhões de euros, financiados pelo FEDER e pelo FSE+, acima dos cerca de 187 milhões anteriormente contratualizados.
CIM-TS lidera execução na Região Norte
A CIM do Tâmega e Sousa mantém-se como a entidade intermunicipal com maior dinâmica de execução do CDCT na região. Antes da reprogramação, apresentava uma taxa de execução de 20,7%, que se ajusta para 18,7% após a atualização do programa — valores que evidenciam capacidade de implementação e maturidade dos projetos em curso.
Investimento reforçado em áreas estruturantes
O aumento da dotação financeira permitirá consolidar investimentos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento regional, incluindo:
- ambiente: ciclo urbano da água, eficiência energética, gestão de resíduos, comunidades de energia e mobilidade sustentável
- habitação, reabilitação e regeneração urbanas
- educação e modernização administrativa
- transição digital
- inclusão social e apoio às empresas
- valorização do património cultural e natural
- produtos turísticos e equipamentos desportivos
Com este reforço, a CIM-TS e os municípios do Douro, Tâmega e Sousa ganham maior capacidade para assegurar a continuidade de investimentos estruturantes e para maximizar o impacto dos fundos europeus no território.


